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Meio Ambiente
Segunda - 07 de Junho de 2004 às 11:06

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O professor Tim Spector, da Unidade de Pesquisa de Gêmeos do St. Thomas's Hospital, estudou duplas de gêmeas e disse que se uma delas tivesse um histórico de infidelidade, as chances de a irmã também apresentar o problema seriam de 55%.

Em geral, estima-se que apenas 23% das mulheres traiam seus parceiros.

Além disso, Spector descobriu que a tendência para que os dois irmãos sejam ou não fiéis é mais forte em casos univitelinos, em que os gêmeos são idênticos.

Fatores ambientais

O cientista reforçou a idéia de que os genes apenas não determinam categoricamente se um indivíduo será ou não infiel, pois é preciso contar fatores ambientais.

Mas Spector afirmou que faz sentido, em termos de evolução, que o ser humano busque uma boa mistura de genes e que as mulheres procurem uma opção melhor se ela surgir.

Apesar disso, o pesquisador não conclui que exista um gene da infidelidade.

"Não deve existir um gene só para isso. Mas pode haver genes que participam desse tipo de comportamento, um número de genes trabalhando juntos, como fazem quando determinam traços associados à personalidade do indivíduo", disse Spector.

Mas alguns psicólogos vêem a pequisa com reservas.

A psicóloga britânica Petra Boynton, por exemplo, acredita ser difícil definir o que seria uma herança do que é aprendizado social.

"Se uma criança vê a mãe trair o pai, ela pode repetir esse comportamento mais facilmente no futuro", disse.




Fonte: BBC Brasil

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