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Meio Ambiente
Sexta - 21 de Maio de 2004 às 14:43

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O nascimento de bebês com menor peso é associado a um maior risco de problemas de saúde, tais como doenças cardíacas e diabete.

A pesquisa, que envolveu quase 12 mil mulheres, foi publicada no Journal of Epidemiology and Community Health.

Os pesquisadores pediram às mulheres que anotassem qual a quantidade de peixe que consumiam em 32 semanas de gravidez.

A partir daí, era calculado a sua ingestão de ácidos gordurosos conhecidos como ômega-3 contidos em peixes. Acredita-se que esses ácidos tenham um efeito benéfico à saúde.

Em média, as mulheres comiam o equivalente a um terço de uma lata pequena de atum por dia - o equivalente a 0,15 gramas de ácidos ômega-3.

Mas uma dieta rica em peixe parece estimular o ritmo de crescimento do feto durante a gravidez.

Embora essa associação não seja tão forte quando outros fatores - tais como o hábito de fumar - são levados em conta, ela ainda é significativa.

Crescimento fetal restrito normalmente acontece em uma em cada dez gestações, mas em mulheres que não consomem peixe, essa estatística muda para uma em cada oito (13%).

Pressão alta

A chefe do estudo, Imogen Rogers, disse que bebês que são muito pequenos ao nascerem podem ter maior risco de pressão alta e outros problemas na meia idade.

"Este trabalho traz mais evidências de que peixe é uma parte importante da dieta humana e reforça a recomendação de que mulheres grávidas deveriam incluir pelo menos duas porções de peixe por semana em suas refeições", disse ela.

E Rogers recomenda que isso inclua peixes oleosos.

Roberts disse que é possível que ácidos ômega-3 ajudem a estimular o crescimento ao tornar o sangue menos viscoso e aumentar sua circulação pela placenta, aumentando assim a quantidade de nutrientes que um feto recebe de sua mãe.

Os pesquisadores dizem que testes com suplementos de óleo de peixe sugerem que eles prolongam a gestação mas não estimulam o crescimento do feto - o oposto de sua pesquisa.

Mas suplementos tendem a conter níveis mais altos de ácidos ômega-3 do que encontrados em uma dieta convencional.

A equipe da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, não encontrou evidências de que uma dieta à base de peixe aumenta a duração da gestação.





Fonte: BBC Brasil

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