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Politica Brasil
Segunda - 26 de Abril de 2004 às 15:25
Por: Christiane Samarco, James Alle

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Brasília - A governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus (PMDB), disse hoje, pouco antes da reunião entre os 27 governadores, que o governo federal tem que dar aos Estados o mesmo tratamento que espera ter do FMI. "Da mesma forma que o ministro Antonio Palocci está pedindo ao FMI que exclua investimentos de infra-estrutura (dos cálculos do superávit primário), os Estados querem que as receitas vinculadas com educação, saúde e fundos de pobreza saiam da base de cálculo de suas dívidas com a União", afirmou. Segundo a governadora, o PMDB não está propondo renegociação dos contratos da dívida, mas apenas mudanças na base do cálculo.

Os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e de Sergipe, João Alves (PFL) afirmaram que não há intenção dos governadores de criar um confronto com o governo federal sobre o assunto da repactuação da dívida dos Estados. Alckmin afirmou que essa proposta significa dar um sinal de instabilidade econômica para a imagem do País. Ele sugeriu que o governo invista mais em habitação e construção civil para estimular o crescimento econômico.

João Alves disse que o tema da repactuação da dívida estadual será tratado na reunião, "mas não se pretende tirar do encontro uma posição de confronto". Segundo ele, o governo precisa se tornar mais ágil para colocar em prática as medidas já anunciadas, principalmente aquelas que podem estimular a atividade econômica. O governador do Amazonas, Eduardo Braga (PPS) disse que espera discutir soluções para que o País possa voltar a crescer. "Precisamos encontrar mecanismos para reduzir a taxa de juros sem comprometer a estabilidade econômica", afirmou.

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse que os 27 governadores vão tentar "por o trem nos trilhos" e incrementar a parceria com o governo federal. "É uma reunião para nos posicionarmos. Estamos assistindo a uma concentração maior do poder decisório e ao distanciamento dos estados", disse. "O que queremos é que o governo federal se sensibilize, a partir de agora, com a agenda dos estados", disse.




Fonte: Estadão.com

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