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Cidades/Geral
Sexta - 16 de Abril de 2004 às 17:12
Por: Neusa Baptista

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Mato Grosso contará a partir deste ano com 15 novos pesquisadores com doutorado, vindos de outros estados, que fortalecerão os grupos de pesquisa locais. Eles foram selecionados como bolsistas do Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR), cujo objetivo é fixar doutores de outros estados nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, onde o número de doutores é bem menor em relação ao restante do País. A maior parte dos pesquisadores – 11 ao todo – irá para grupos de pesquisa da UFMT. Um foi vinculado à Univag, dois à Unemat e um ao Cefet-Cuiabá.

A bolsa DCR, que tem duração de 36 meses, será oferecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que será responsável também pelo auxílio-manutenção e pelas passagens; como contrapartida, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) contribuirá com o Auxílio a Projetos de Pesquisa, também com duração de 36 meses. “Os doutores poderão dar continuidade às pesquisas que já estão sendo desenvolvidas ou mesmo inaugurar novas linhas de pesquisa”, observa a assessora avaliadora da Fapemat, Alessandra Morini. Ela destaca que a seleção, feita por professores externos, levou em conta o mérito científico do projeto apresentado pelo candidato (que inclui viabilidade do projeto, metodologia, plano de trabalho, entre outros), além do curriculum.

DESENVOLVIMENTO - A falta de pesquisadores e a escassez de grupos de pesquisa nas universidades são assuntos que preocupam a Fapemat e também a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, à qual a fundação é vinculada. O Estado conta atualmente com menos de 500 doutores e poucos programas fortes de pós-graduação, número baixo, que dificulta a viabilização de financiamentos para projetos de pesquisa.

Além de fortalecer os grupos locais, o DCR dará condições ao recém-doutor desenvolver sua formação, podendo ter mais tempo para preparar publicações de suas pesquisas e aprofundar seus conhecimentos. Em troca o bolsista estará contribuindo para a melhoria e aumento das produções científicas no Estado. “Em termos de produção científica ainda estamos muito aquém do desejado”, avalia o assessor de diretoria científica da Fapemat, Mauro Miguel Costa, enfatizando que o objetivo final do programa é fixar os doutores bolsistas no Estado. “Queremos que eles sejam absorvidos pelas instituições locais, passando a fazer parte do quadro de pesquisadores do Estado”.




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