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Quarta - 28 de Abril de 2021 às 15:06
Por: Lislaine dos Anjos/Mídia News

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O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), negou que seja o “sócio oculto” da empresa Eletroconstro, que foi alvo de uma operação do Ministério Público Estadual (MPE) nesta terça-feira (27).

A empresa, com sede em Várzea Grande, foi contratada pela Prefeitura de Cuiabá em 2019, por R$ 48.745.826,56. O MPE afirma que os proprietários da empresa seriam "laranjas" em um esquema criminoso e aponta relações suspeitas entre a Eletroconstro e a Construtora Nhambiquaras Ltda – que pertence à família de Botelho.

Em entrevista à TV Vila Real, o parlamentar afirmou que a Eletroconstro pertence a um ex-funcionário, que inclusive o ajudou a iniciar a empresa, mas que nunca figurou como sócio.

“Eu não sou sócio oculto. Essa empresa foi criada lá em meados de 2010, 2011, não sei, por uma pessoa que trabalhou comigo por quase 20 anos. Eu o ajudei a montar a empresa na época, mas não sou sócio oculto”, disse.

Eu não sou sócio oculto. Essa empresa foi criada lá em meados de 2010, 2011, não sei, por uma pessoa que trabalhou comigo por quase 20 anos

“Na época eu nem era político, por que eu iria colocar a empresa no nome de outra pessoa se eu podia colocar no meu nome? Eu não era político. Não tem sentido isso, não tenho nenhuma relação com ele, não existe nada dele comigo. Muito pelo contrário. Então, que prove que existe. Eu aguardo isso”, completou.

Botelho ainda defendeu a realização da investigação por parte do MPE, se resta alguma dúvida sobre o caso, mas ressaltou que o mesmo assunto já foi objeto de inquérito da Polícia Federal em 2015, após uma denúncia, e que não deu resultado algum.

“Foi investigado exaustivamente, todos foram intimados. Eu fui intimado pela PF, fui lá dar depoimento. E eles arquivaram porque realmente não existe relação nenhuma relação minha com ele. Nenhuma”, enfatizou.

De acordo com Botelho, o funcionário – quando montava a empresa – chegou a seguir trabalhando para o deputado por um tempo, mas depois “voou solo”.

“E hoje eu tenho quase certeza que ele é maior do que a Construtora Nhambiquaras, porque ele está em vários municípios. Voou solo e tomou rumo”, declarou.

O parlamentar salientou que a única ligação que teve com o ex-funcionário após a montagem da empresa foi quando saiu candidato a deputado estadual, em 2014, mas que tudo consta em prestação de contas feitas à Justiça Eleitoral.

“Em 2014, quando fui candidato, ele fez uma doação legal para mim, que não me lembro se foi de R$ 80 mil ou R$ 100 mi”, disse.

Estou tranquilo e não acho ruim a investigação

“Então, não tenho nada com isso [operação do MPE]. Estou tranquilo e não acho ruim a investigação. Já teve uma, vai ter outra e espero que aí encerre esse assunto. Porque essa é a segunda. A PF já investigou e arquivou”, afirmou.

A operação

Deflagrada pelo Núcleo de Ação de Competências Originárias (Naco) e pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), a operação investiga possível direcionamento de licitação e superfaturamento dos serviços de varrição de praças e vias públicas, objeto do contrato nº 93/2019.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra a Eletroconstro. O inquérito policial é presidido pelo delegado de polícia Rodrigo Azem Buchdid.





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