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Terça - 06 de Janeiro de 2026 às 17:05
Por: Ana Julia Pereira/Primeira Página

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Marcelo Casal Jr Agência Brasil

O número de venezuelanos morando em Cuiabá mais que triplicou nos últimos cinco anos. Dados do Centro Pastoral para Migrantes apontam que 90% dos atendidos nos últimos seis anos chegaram da Venezuela, totalizando 3.350 pessoas. A maioria desembarcou em 2025. Confira no gráfico abaixo:

Venezuelanos em Cuiabá: população cresce ano após ano

Número de moradores venezuelanos registrados na capital de Mato Grosso

2020

252

pessoas

2021

264

pessoas

2022

596

pessoas

2023

697

pessoas

2024

720

pessoas

2025

821

pessoas

Evolução ao longo dos anos

2020252

2021264

2022596

2023697

2024720

2025821 (maior número da série)

Crescimento expressivo: em cinco anos, o número de venezuelanos em Cuiabá mais que triplicou.

Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, cerca de 19.342 estrangeiros moram em Mato Grosso. Destes, 5.127 são venezuelanos, o que representa 52,28%.

O fluxo migratório se intensificou com a crise econômica e política na Venezuela, que se agravou no último sábado (3) com ataques e captura do até então presidente do país, Nicolás Maduro.

Venezuelanos que vivem em Cuiabá e têm parentes no país vizinho acompanham as notícias com apreensão e preocupação.

A mãe e irmãs do músico Elvis Sanches, que vive em Cuiabá, por exemplo, continuam na Venezuela, o que o deixou aflito. Assim que começou o bombardeio, ele recebeu a ligação da família.

“Ela (mãe) me ligou umas 3 horas da manhã e me falou que estava assustada por causa das bombas e eu fiquei muito preocupado e falei para eles buscarem um ponto específico para se esconder. Ela ficou muito assustada. Eu tenho duas irmãs pequeninhas e minha mãe teve que acalmá-las porque estavam muito nervosas”, contou.

Maduro seguirá preso enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. - Foto: Reprodução/Casa Branca.Tensão aumentou com ataques dos Estados Unidos à Venezuela e captura de Nicolás Maduro. – Foto: Reprodução/Casa Branca.

Desde o início dos ataques, a comunicação tem sido instável.

“A comunicação está fechada na Venezuela, mercados fechados, redes sociais também, além da entrada e saída do país. Eu não sei como está a situação por lá, não sei como é que está a situação da minha família nesse momento”, explicou Victor Bermudez, que também mora em Cuiabá.

Com a saída de Nicolás Maduro, imigrantes já pensam em voltar para casa. “Eu voltaria para a Venezuela quando o país estiver estabilizado, voltaria para abraçar meus filhos e minha família e ficar muito feliz na Venezuela como tem que ser”, conta Franklin Blanco, outro migrante que vive na capital.





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