Botelho cobra melhorias no contrato de renovação da Energisa
Com o fim do prazo da atual concessão de energia elétrica em Mato Grosso se aproximando, a Assembleia Legislativa (ALMT) decidiu intervir diretamente junto ao Ministério de Minas e Energia. Em declaração recente, o deputado Eduardo Botelho (União Brasil) detalhou que o Legislativo estadual está finalizando um relatório técnico com exigências de melhorias que será entregue ao Governo Federal.
A movimentação ocorre em um momento estratégico: o Ministério de Minas e Energia sinaliza com a renovação do contrato da Energisa, atual concessionária no estado. No entanto, os parlamentares querem garantir que a renovação não seja apenas burocrática, mas que venha acompanhada de obrigações claras para sanar as constantes reclamações dos consumidores.
Segundo Botelho, a principal preocupação não é "quem" opera o sistema, mas "como" ele é operado.
“Para nós, não tem problema que fique a Energisa. O que nós queremos é que haja melhoria. Parece que eles já estão decididos em renovar. Se está decidido, não tem problema, mas pelo menos melhore o contrato", afirmou o deputado.
Entre os pontos críticos listados pela ALMT que devem compor o relatório ao Ministério, destacam-se:
- Rede Monofásica: A necessidade de modernização das linhas, que hoje limitam a produção e o desenvolvimento em diversas regiões rurais.
- Interrupções no Fornecimento: Casos recorrentes de comunidades que ficam entre 24 e 48 horas sem energia elétrica.
- Responsabilidade Contratual: A criação de cláusulas que obriguem a concessionária a ter um atendimento mais ágil e eficiente em todo o estado.
O relatório, que consolida os dados de deficiências no serviço prestado e as demandas da população mato-grossense, será encaminhado ao Ministro de Minas e Energia. A intenção dos deputados é que essas condicionantes sejam incluídas no novo termo de concessão, dando ao estado e aos órgãos de fiscalização mais ferramentas para cobrar investimentos da empresa.
A Energisa lidera os rankings de reclamações em órgãos de defesa do consumidor no estado, e a pressão política visa transformar esse cenário em um contrato mais rigoroso e voltado ao interesse público.
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