Cesta básica: 60% dos alimentos registram queda nos preços em Cuiabá Cesta básica voltou a cair em Cuiabá na última semana de janeiro e oito dos 13 itens da cesta, apresentaram queda no preço geral.
O custo da cesta básica voltou a cair em Cuiabá na última semana de janeiro, puxado pela redução no preço da maioria dos alimentos que compõem a lista. Levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) aponta que oito dos 13 itens da cesta, o equivalente à cerca de 60%, apresentaram queda, contribuindo para aliviar o orçamento das famílias.
Na semana anterior, o valor médio da cesta básica na capital era de R$ 804,98, o que representava uma alta semanal de 1,14%. O aumento foi impulsionado principalmente pelos produtos hortifrutigranjeiros, que voltaram a registrar elevação após um breve período de alívio nos preços.
Quanto custa a cesta básica em Cuiabá – Foto: IlustrativaDe acordo com o boletim semanal, o valor médio da cesta básica passou de R$ 814,14 para R$ 799,71, o que representa uma redução de 1,77% na variação semanal do IPF. Apesar da queda recente, o custo permanece 0,09% acima do registrado no mesmo período de 2025, quando a cesta custava cerca de R$ 799,00 Relatório IPF.
Itens que ficaram mais caros
Entre os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor está o tomate, que apresentou alta expressiva de 18,03%, com preço médio de R$ 8,40 o quilo. No comparativo anual, o item está 39,62% mais caro, reflexo das condições climáticas adversas, como calor excessivo e chuvas, que afetam a oferta e a qualidade do produto.
Outro destaque de alta foi a batata, que teve aumento semanal de 12,16%, passando a custar cerca de R$ 5,06 o quilo. Em relação ao mesmo período do ano passado, o preço está 13,39% maior, cenário também associado à menor oferta em algumas regiões produtoras e à predominância de produtos de melhor qualidade no mercado.
Produtos em queda
Entre os alimentos que mais contribuíram para o recuo no valor da cesta está a batata, que teve a maior redução da semana: queda de 21,20%, com o quilo comercializado a R$ 3,99, em média Relatório IPF. Segundo a análise do IPF, o recuo pode estar relacionado à entrada da nova safra, que ampliou a oferta do produto no mercado.
Por outro lado, 60% dos itens da cesta básica registraram queda, ajudando a conter um avanço ainda maior no valor final. O óleo de soja teve redução de 5,09%, sendo comercializado a R$ 8,39 a embalagem de 900 ml, além de estar 6,83% mais barato do que no mesmo período de 2025.
Outros produtos importantes no consumo diário, como carne bovina, leite, arroz, feijão e farinha de trigo, também apresentaram recuos nos preços, embora de forma mais moderada. Segundo o IPF, a boa oferta e a menor demanda em alguns mercados contribuíram para esse movimento de queda.
O tomate também registrou queda expressiva, de 10,70%, alcançando o preço médio de R$ 7,50/kg Relatório IPF. A redução está associada ao aumento da colheita em algumas regiões produtoras e à demanda mais fraca, que não absorveu totalmente o volume disponível. Ainda assim, o valor segue 28,51% acima do registrado no mesmo período do ano passado Relatório IPF.
Já a banana apresentou diminuição de 2,48%, com preço médio de R$ 8,93/kg, ficando 8,76% mais barata do que na mesma semana de 2025 Relatório IPF. A menor procura pela fruta, segundo o IPF, pode ter contribuído para a redução.
Além de batata, tomate e banana, outros alimentos que ficaram mais baratos na semana foram café, açúcar, manteiga, farinha de trigo e arroz Relatório IPF. Ao todo, oito produtos apresentaram variação negativa, reforçando o movimento de queda observado no encerramento do mês.
Por outro lado, alguns itens tiveram aumento, como carne bovina (1,06%), óleo de soja (1,34%), leite (0,34%) e feijão (0,38%), o que ajudou a limitar uma redução ainda maior no valor final da cesta Relatório IPF.
Média de janeiro
Mesmo com o recuo na última semana, a média mensal da cesta básica em janeiro ficou em R$ 807,15, refletindo oscilações ao longo do mês Relatório IPF. O levantamento reforça que fatores como safra, oferta, demanda e condições climáticas seguem influenciando diretamente os preços dos alimentos em Cuiabá.

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