74% dos médicos contratados para o Hospital Central são de MT A equipe reúne profissionais de 22 municípios mato-grossenses e o hospital pretende ter 76% médicos do estado.
A entrada em operação do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, em Cuiabá, traz o retorno de alguns profissionais da saúde ao estado. Segundo o hospital, a contratação de profissionais será priorizada de forma local e deve contar com 76% dos médicos naturais ou formados em Mato Grosso.
A unidade pública é administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein e funciona pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso – Foto: Tonico Pinheiro (Secom)Com previsão de reunir cerca de 2 mil profissionais até abril, o hospital já contratou aproximadamente 700 colaboradores e mais de 200 médicos. A direção da unidade informou que a valorização da mão de obra local foi uma diretriz adotada desde o início do processo de implantação.
Atualmente, a equipe reúne profissionais de 22 municípios mato-grossenses. Do total de colaboradores já contratados, 74% são do estado, percentual que tende a aumentar conforme novas equipes médicas forem incorporadas ao quadro.
De acordo com a direção do Hospital Central, o projeto tem atraído profissionais que atuavam fora de Mato Grosso e que demonstram interesse em trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) dentro de um modelo de gestão considerado mais estruturado. A avaliação é de que o hospital reúne profissionais com perfil voltado ao serviço público e à qualificação técnica, alinhados à cultura organizacional aplicada pelo Einstein.
O Hospital Central será a primeira unidade de Mato Grosso a operar pelo SUS com o modelo de gestão adotado pelo Einstein, considerado o melhor hospital da América Latina e o 22º do mundo, segundo ranking da revista Newsweek. A estrutura deve incluir uso de tecnologia, protocolos clínicos baseados em evidências, indicadores de qualidade e foco na segurança do paciente.
Quais áreas devem ser atendidas?
Além de profissionais mato-grossenses, a unidade também tem atraído especialistas de outros estados. Neste primeiro momento, os atendimentos começaram nas áreas de cirurgia pediátrica, ortopedia e urologia.
A previsão é de que, até abril, o hospital esteja em funcionamento pleno, com dez especialidades ativas e cerca de 2 mil profissionais em atuação.
O Hospital Israelita Albert Einstein atua há mais de duas décadas em projetos voltados ao fortalecimento do SUS e atualmente administra 35 unidades públicas em parceria com estados e municípios.
A organização também desenvolve iniciativas no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), com foco na qualificação da rede pública de saúde.

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