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Sexta - 30 de Janeiro de 2026 às 15:49
Por: Stephane Gomes/Primeira Página

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A entrada em operação do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, em Cuiabá, traz o retorno de alguns profissionais da saúde ao estado. Segundo o hospital, a contratação de profissionais será priorizada de forma local e deve contar com 76% dos médicos naturais ou formados em Mato Grosso.

A unidade pública é administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein e funciona pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso - Foto: Tonico Pinheiro (Secom)Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso – Foto: Tonico Pinheiro (Secom)

Com previsão de reunir cerca de 2 mil profissionais até abril, o hospital já contratou aproximadamente 700 colaboradores e mais de 200 médicos. A direção da unidade informou que a valorização da mão de obra local foi uma diretriz adotada desde o início do processo de implantação.

Atualmente, a equipe reúne profissionais de 22 municípios mato-grossenses. Do total de colaboradores já contratados, 74% são do estado, percentual que tende a aumentar conforme novas equipes médicas forem incorporadas ao quadro.

De acordo com a direção do Hospital Central, o projeto tem atraído profissionais que atuavam fora de Mato Grosso e que demonstram interesse em trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) dentro de um modelo de gestão considerado mais estruturado. A avaliação é de que o hospital reúne profissionais com perfil voltado ao serviço público e à qualificação técnica, alinhados à cultura organizacional aplicada pelo Einstein.

O Hospital Central será a primeira unidade de Mato Grosso a operar pelo SUS com o modelo de gestão adotado pelo Einstein, considerado o melhor hospital da América Latina e o 22º do mundo, segundo ranking da revista Newsweek. A estrutura deve incluir uso de tecnologia, protocolos clínicos baseados em evidências, indicadores de qualidade e foco na segurança do paciente.

Quais áreas devem ser atendidas?

Além de profissionais mato-grossenses, a unidade também tem atraído especialistas de outros estados. Neste primeiro momento, os atendimentos começaram nas áreas de cirurgia pediátrica, ortopedia e urologia.

A previsão é de que, até abril, o hospital esteja em funcionamento pleno, com dez especialidades ativas e cerca de 2 mil profissionais em atuação.

O Hospital Israelita Albert Einstein atua há mais de duas décadas em projetos voltados ao fortalecimento do SUS e atualmente administra 35 unidades públicas em parceria com estados e municípios.

A organização também desenvolve iniciativas no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), com foco na qualificação da rede pública de saúde.





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