Repórter News - www.reporternews.com.br
Policia MT
Terça - 03 de Fevereiro de 2026 às 09:22
Por: Angélica Callejas/Mídia News

    Imprimir


O investigador de Polícia Civil, Manoel Batista da Sival, que foi preso acusado de estuprar mulher em delegacia
O investigador de Polícia Civil, Manoel Batista da Sival, que foi preso acusado de estuprar mulher em delegacia

O investigador da Polícia Civil de Sorriso Manoel Batista da Silva, de 52 anos, preso preventivamente na manhã do último domingo (1), teria ameaçado e estuprado, por quatro vezes, durante os dias 9 e 10 de dezembro de 2025, uma mulher que estava presa na delegacia do Município.

Nas quatro ocasiões, o abusador ameaçou a vítima para que ela ficasse quieta e calada, senão mataria sua filha menor

A informação foi divulgada na noite de segunda-feira (2), em uma nota pública da defesa da vítima, representada pelo advogado Walter Rapuano.

Segundo o documento, a vítima foi presa temporariamente no dia 8 de dezembro e levada à delegacia de Polícia Civil de Sorriso. No dia seguinte, ela passou por audiência de custódia, na qual teve sua prisão mantida, e então foi levada para exame de corpo de delito pelo investigador acusado.

O terror, segundo o relato, teria começado quando retornaram da Politec para a delegacia. Por volta das 18h, teria ocorrido o primeiro estupro. Algumas horas depois, a vítima foi novamente abusada. Na madrugada e no amanhecer do dia 10, conforme o advogado, houve os supostos terceiro e quarto estupros.


“Foram 4 estupros entre o início da noite do dia 9/12/2025 e o amanhecer do dia 10/12/2025. No modus operandi, o policial retirava a vítima da cela e a levava para uma sala vazia. Nas quatro ocasiões, o abusador ameaçou a vítima para que ela ficasse quieta e calada, senão mataria sua filha menor”, consta na nota.

Ainda conforme o advogado, na manhã do dia 10, a vítima foi transferida para a Cadeia Feminina de Arenápolis, onde permaneceu até o dia 11, data em que teve a prisão temporária revogada.

A vítima, então, contatou o advogado, ocasião em que denunciou os supostos estupros. O caso foi levado ao Ministério Público Estadual (MPE), que após colher o relato a encaminhou para exame na Politec.

Segundo o documento, o perito que realizou a coleta de material genético teria afirmado que encontrou vestígios de esperma na vítima.

Após a investigação ser iniciada pela Polícia Civil, foi coletado material genético dos policiais civis da delegacia de Sorriso que estavam de plantão no dia. A confirmação de DNA, segundo o advogado, ocorreu no dia 30 de janeiro e então foi expedido o mandado de prisão contra o investigador Manoel.

"A vítima e seus advogados esperam que o policial civil apontado como autor destes delitos permaneça preso e seja responsabilizado por seus atos, respeitado o devido processo legal e o seu direito de defesa. Esperam também que os procedimentos no que diz respeito ao tratamento de mulheres submetidas à prisão sejam revistos pela Polícia Judiciária Civil, notadamente no que tange à necessidade da presença permanente de uma policial do sexo feminino para realizar todo e qualquer procedimento que envolvam mulheres presas", diz outro trecho da nota.

"A lição que se tira deste caso é que ninguém está acima da Lei. Ninguém! E, para aqueles que têm certeza da impunidade em razão dos cargos que ocupam, ainda há pessoas com coragem para combater estes e outros desvios, utilizando-se dos meios legais", encerra o documento.

GALERIA DE FOTOS

Reprodução

Relato Walter Rapuano 3





Comentários

Deixe seu Comentário

URL Fonte: https://www.reporternews.com.br/noticia/471151/visualizar/