Jovem morre após perfuração de pulmão. Médicos indiciados Jéssica de Souza tinha 34 ano. Lesão fatal ocorreu com instrumento cirúrgico utilizado em procedimento estético
A Polícia Civil indiciou, na segunda-feira (9), dois médicos suspeitos do homicídio culposo da empresária Jéssica Santiago Souza, de 33 anos.
O inquérito policial era sobre as circunstâncias da morte da paciente, ocorrida no dia 17 de fevereiro passado, em um hospital de Tangará da Serra (240 km a Médio-Norte de Cuiabá).
A investigação, realizada pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP, da Delegacia de Tangará da Serra, foi iniciada após comunicação de óbito ocorrido durante a realização de procedimento cirúrgico estético.
Diante das circunstâncias do fato, foi instaurado inquérito policial, com a finalidade de esclarecer as causas da morte e verificar eventual responsabilidade penal.
No decorrer das investigações, foram conduzidas diversas diligências, entre elas a coleta de depoimentos, a solicitação de prontuários médicos e de outros documentos hospitalares, além de exames periciais pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), com o objetivo de esclarecer as circunstâncias dos fatos.
Conforme apontado no Laudo de Exame Necroscópico e em laudo pericial complementar, a causa da morte foi identificada como pneumotórax bilateral decorrente de perfuração da parede torácica posterior, lesão compatível com instrumento cirúrgico utilizado no procedimento estético realizado.
A análise pericial estabeleceu nexo técnico entre o procedimento cirúrgico e as lesões identificadas, que resultaram em grave comprometimento da função respiratória e, posteriormente, no óbito da paciente.
“O laudo de necrópsia apontou duas perfurações no pulmão causado por instrumento contundente, que seria a cânula que faz a sucção de gordura”, explicou o delegado Gustavo Espíndula, responsável pela investigação do caso.
Diante do conjunto de elementos informativos reunidos durante a investigação, o delegado Gustavo Espíndula concluiu pelo indiciamento de dois médicos pela prática do crime de homicídio culposo, caracterizado por imperícia na execução do procedimento.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, a quem compete a análise das provas produzidas e a adoção das medidas judiciais cabíveis.

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