Operação contra tráfico sequestra carros de luxo e imóveis em Cuiabá Investigação aponta que grupo ligado ao tráfico movimentou mais de R$ 13 milhões e mantinha patrimônio de alto valor em Cuiabá.
Carros de luxo, imóveis e outros bens avaliados em centenas de milhares de reais foram sequestrados durante a segunda fase da Operação Mamom, deflagrada nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil de Mato Grosso em Cuiabá. Entre os investigados no esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro estão mãe e filho, ambos com antecedentes criminais relacionados ao tráfico.
Operação Mamom sequestra carros de luxo e imóveis e investiga mãe e filho por tráfico e lavagem de dinheiro em Cuiabá. – Foto: Polícia Civil-MTDurante a operação são cumpridas ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, incluindo três medidas cautelares diversas da prisão, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, além de buscas e apreensões e o sequestro de bens móveis e imóveis ligados aos investigados.
Entre os bens sequestrados estão duas residências, um terreno e dois apartamentos, avaliados em cerca de R$ 900 mil. Também foram alvo da operação quatro veículos e um semirreboque, que somam aproximadamente R$ 700 mil em bens móveis, segundo a polícia.
De acordo com o delegado Wilson Cibulskis Júnior, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), a ação é um desdobramento das investigações iniciadas na primeira fase da operação, realizada em 2025.
“Na data de hoje a Denarc deflagra a segunda fase da Operação Mamom para o cumprimento de ordens judiciais contra um grupo criminoso acusado de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Também estão sendo sequestrados imóveis, veículos e outros bens ligados aos investigados”, afirmou o delegado.

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Operação Mamom sequestra carros de luxo e imóveis e investiga mãe e filho por tráfico e lavagem de dinheiro em Cuiabá. – Foto: Polícia Civil-MTPrimeira fase
A primeira fase da operação foi deflagrada em 24 de junho de 2025 e resultou no cumprimento de 14 ordens judiciais, incluindo buscas, bloqueios de contas bancárias e sequestro de veículos vinculados aos investigados.
Na ocasião, foram apreendidos um Mercedes-Benz, um Corolla e duas caminhonetes – uma Toyota Hilux e uma Mitsubishi Triton -, além de uma arma de fogo e quatro tabletes de substância análoga à cocaína, encontrados em um fundo falso de um dos veículos.
Três pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Segundo o delegado Wilson Cibulskis Júnior, as investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema, principalmente aqueles responsáveis pela ocultação de patrimônio e pela movimentação de valores provenientes do tráfico.
“As investigações seguem a partir dos elementos colhidos nesta fase da operação, especialmente para identificar outros suspeitos envolvidos na ocultação de bens e valores oriundos da lavagem de dinheiro”, destacou.
Movimentação milionária
De acordo com o delegado da Denarc, André Rigonato, com o avanço das investigações os valores rastreados e bloqueados ligados ao grupo criminoso já ultrapassam R$ 13 milhões, evidenciando a estrutura financeira utilizada para ocultar e dissimular recursos provenientes do tráfico.
“Nesta fase, a operação tem como objetivo aprofundar as investigações, reunir novas provas e promover a descapitalização da organização criminosa, atingindo diretamente o patrimônio obtido por meio das atividades ilícitas”, afirmou o delegado.
O nome da operação faz referência à personificação do espírito da cobiça e do amor ao dinheiro. A palavra tem origem hebraica e significa “dinheiro”, simbolizando o foco da investigação no lucro ilícito obtido com o tráfico de drogas e a lavagem de capitais.

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