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Policia MT
Sexta - 13 de Março de 2026 às 11:36
Por: Diário de Cuiabá

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O treinamento era realizado em uma aldeia localizada em Santo Antônio de Leverger, nas proximidades do Rio São Lourenço
O treinamento era realizado em uma aldeia localizada em Santo Antônio de Leverger, nas proximidades do Rio São Lourenço

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (13, a Operação Argos.

A ação poicial foi realizada para desmantelar um centro de treinamento criado pela facção criminosa Comando Vermelho, em uma aldeia localizada em Santo Antônio de Leverger (27 km ao Sul de Cuiabá).

O "CT" tinha como objetivo preparar os membros do grupo para sobrevivência na selva e ensinavam táticas de guerrilha.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), teve início após denúncias de que membros da facção criminosa estavam realizando tráfico de drogas na área indígena conhecida como Aldeia Tereza Cristina (Korogedo Paru.

A aldeia está localizada em Santo Antônio de Leverger, nas proximidades do Rio São Lourenço.

A denúncia apontava que um homem branco, conhecido como “Pescador”, casado com uma indígena, recebia grande quantidade de drogas pelo Rio São Lourenço e transportava até uma casa na área indígena, porém, mais afastada da aldeia.

Nessa residência, outro suspeito, conhecido como “Corola” ou “Fininho”, seria responsável por fazer a distribuição da droga para traficantes de Rondonópolis, por meio de embarcações, pelo Rio Vermelho, e por terra, pela MT-270.

Durante as investigações, a Polícia Civil apurou que os dois suspeitos estavam ministrando cursos de sobrevivência na selva e táticas de guerrilha.

No treinamento, eles usavam armamento bélico de uso restrito às forças policiais e do Exército Brasileiro, como fuzis .556 e .762, pistolas .40 e .9mm, metralhadora e, até mesmo, uma arma de fogo com tripé .30.

Nos cursos, os dois “instrutores” são conhecidos como 01 e 02.

As aulas consistiam em ensinar membros da facção criminosa a montar e desmontar armas longas e curtas, fazer disparos com essas armas a diversas distâncias e sobreviveram na mata em casos de fuga após ataque contra “inimigos” (Forças de Segurança ou facções rivais).

A existência do curso começou a ser registrada em diversas delegacias de Mato Grosso.

Policiais de várias cidades relatavam, após prisões de membros de facções, que os suspeitos diziam ter realizado um curso de sobrevivência na selva e manutenção de armamento com disparos de arma de fogo, em uma área indígena.

As investigações apontam que o suspeito chamado de 02 é o responsável por utilizar um barco com motor para levar os alunos do curso e o instrutor chamado de 01 até uma região de mata às margens do Rio Vermelho, para fazerem os disparos de armas de fogo.

O grupo sobe o Rio São Lourenço por alguns quilômetros para evitar que a comunidade indígena ouça o barulho dos disparos.

Diante do apurado, o delegado Fábio Nahas representou por quatro mandados de busca e apreensão, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos nesta sexta-feira (13).

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas duas armas, uma espingarda .22 e uma espingarda de dois canos .20, e dezenas de munições de diversos calibres.





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