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Quarta - 01 de Abril de 2026 às 15:14
Por: Marcos Lemos/Diário de Cuiabá

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O ex-cacique do PRD, Mauro Carvalho, está sob proteção do compadre e padrinho político, o ex-governador Mauro Mendes, que controla o União Brasil em MT
O ex-cacique do PRD, Mauro Carvalho, está sob proteção do compadre e padrinho político, o ex-governador Mauro Mendes, que controla o União Brasil em MT

Em meio ao turbilhão de emoções provocado pela destituição de Mauro Carvalho da presidência do PRD, o ex-governador Mauro Mendes, que também preside o União Brasil em Mato Grosso, tentou em vão fazer com que a Executiva Nacional da Federação União Progressista (FUP) interviesse e nomeasse uma Comissão Executiva Provisória. Com Carvalho na presidência.

A recusa teria partido de ambos os presidentes dos partidos que formam a Federação União Progressista (FUP), Antônio Rueda, do União, e Ciro Nogueira, do PP.

O DIÁRIO tentou contato com os dois líderes, em busca de mais informações, mas não obteve retorno.

Desde a aprovação, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE,) da Federação União Progressista, a presidência se tornou compartilhada, já que a tese de mandatos divididos gerou o primeiro ruído entre ps dois lados.

O desespero e as ácidas críticas, tanto por parte de Mauro Mendes de seu compadre, Mauro Carvalho, dão a exata dimensão de que o grupo político do ex-governador, se preparavampara migrar da federação para o PRD, caso não conseguissem demover o senador Jayme Campos de ir para o embate e travar votos na convenção, em busca de lançar seu nome como candidato ao Governo.

Registre-se, ainda, como efeito complicador, a declaração do deputado estadual, Dilmar Dal'Bosco, ligado a Mauro, que nominou o senador Wellington Fagundes (PL) e sua nora, a deputada estadual e presidente do MDB, Janaina Riva, como os autores da suposta artimanha que levou à destituição da Comissão Provisória Executiva do PRD em Mato Grosso

Sem respaldo da cúpula nacional, Mauro Mendes e seus seguidores partiram em busca de uma outra opção e miram desta vez o PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).

Isso, se não conseguirem ficar na Federação União Progressista, que pode se tornar demasiadamente pesada, diante do volume de nomes que pleiteiam disputar as eleições proporcionais deste ano. Principalmente, para deputado federal, situação que que norteia os valores dos fundos partidário e eleitoral, bem como o número de inserções em rádio e televisão, além de maior tempo no horário eleitoral gratuito.

Eleger deputados federais e estaduais é fundamental para a consolidação política dos partidos. E o União Brasil vem de duas vitórias eleitorais, por ter se mantido unido e caminhando com vários partidos aliados, que, agora, se tornaram adversários. Como o MDB, com o qual se coligou em 2018 e 2022, e com o PL, ao qual se aliou em 2022.

Deputados federais eleitos representam mais recursos dos fundos partidários e eleitoral, que, em 2026, somam R$ 4,9 bilhões, e mais tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, bem como de maior inserções e maior tempo na propaganda eleitoral gratuita.

Programas eleitorais no rádio e na TV têm um alcance muito grande perante a população, mesmo em tempos de mídias sociais, que, neste ano, estão no radar e na alvo da endurecida fiscalização da Justiça Eleitoral, que alertou e adotou medidas restritiva de controle.

Para se ter uma ideia, em 2025, as principais mídias sociais no Brasil foram:

WhatsApp (169 mi);

YouTube (144 mi)

Instagram (134.6 mi)

Facebook (111,3 mi)

TikTok (98.59 mi)

LinkedIn (75 mi)

Kwai (60 mi)

Facebook Messenger (56.95 mi)

Pinterest (37.14 mi)

X (Twitter) (22.13 mi)

Telegram (21,94 mi)

O "núcleo duro" no entorno de Mauro Mendes - que declarou à imprensa, logo após a posse do novo governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), na terça-feira (31), que vai se dedicar com mais afinco à questão partidária - corre em busca de uma sigla que abrigue os "abandonados" do PRD.

O destino parece ser mesmo o PRTB, que, em 2024, também como Comissão Provisória.

Em março de 2024, essa legenda, em Mato Grosso, atuava em diretórios municipais e comissão provisória estadual, destacando núcleos ativos em várias cidades, como Várzea Grande )área metropolitana de Cuiabá), desde 2011.

A então nova Executivo estadual foi formada por Pábulo Oliveira, presidente; Rafael Krueger, 1º vice-presidente; Antônio Fonseca; 2º vice-presidente; e Álvaro Camargo, secretário-geral.

Também faziam parte da comissão Pedro Henrique Nogueira, 1º secretário-geral; Simary Mendes, tesoureira geral; e Alessandra Miranda, 1º tesoureiro geral.

A reportagem tentou contato com essas pessoas, mas não obteve êxito.

O PRTB foi criado no Brasil em 1994 e registrado em definitivo em 1997. Na maior parte de sua existência, foi liderado por Levy Fidelix, que morreu em 2021.

A legenda ganhou importância em 2018, com a filiação do então general do Exército Brasileiro, Hamilton Mourão, hoje senador pelo Republicanos do Rio Grande do Sul e que cerrou fileiras na disputa e se elegeu vice-presidente na chapa então encabeçada por Jair Bolsonaro (PSL).

Na disputa pela reeleição, Bolsonaro simplesmente desprezou a serenidade e autoridade de Mourão, trocando-o pelo general Braga Netto.

Mourão saiu do PRTB e de cena na reeleição para Presidência da República em 2022, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acabou disputando a vaga de Senador , para um mandato de oito anos, dos quais completa metade neste em 2026 - ainda tem mais quatro anos de mandato.

Mesmo que consigam abrigo na legenda, os aliados do ex-governador Mauro Mendes devem levar em conta regras que precisaram ser atendidas para que possa disputar as eleições deste ano.





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