Pivetta anuncia ajuste fiscal com contenção de despesas no Governo Apesar do ajuste, o governador garantiu que os investimentos em obras de infraestrutura serão mantidos
Em meio a um cenário econômico considerado instável, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) determinou uma revisão ampla dos gastos públicos e orientou a equipe econômica a adotar medidas de contenção de despesas, no contexto do Executivo do Estado.
A iniciativa busca reduzir custos considerados não essenciais, diante das incertezas no Brasil e no exterior.
Apesar do ajuste, o governador garantiu que os investimentos em obras de infraestrutura serão mantidos.
Pivetta justificou a decisão citando fatores como o aumento dos juros, o endividamento federal e a alta no preço do óleo diesel, impactado por conflitos no Oriente Médio.
Segundo ele, esses elementos atingem diretamente a economia de Mato Grosso, fortemente ligada ao agronegócio.
“O cenário econômico que temos no Brasil não é positivo. O endividamento federal está nas alturas, os juros continuam elevados e a guerra tem aumentado o custo dos insumos agrícolas, além do principal combustível usado no Estado, que é o óleo diesel”, afirmou.
Diante desse quadro, o governador afirmou que o momento exige cautela na gestão dos recursos públicos e reforçou a necessidade de revisão detalhada das despesas em todas as áreas.
“O momento é de precaução. Pedi que cada área avalie onde é possível reduzir custos, garantindo o atendimento à população e a continuidade dos investimentos”, disse.
Como parte da estratégia, Pivetta também defende a modernização da máquina pública e a ampliação dos serviços digitais, como forma de tornar a gestão mais eficiente e econômica.
“Se tiver algo que a gente possa inovar, cortar custos, investir em tecnologia, modernizar a máquina, continuar no programa de digitalização do Estado, modernizar a máquina pública, é nesse caminho que nós vamos andar”, acrescentou.
Por fim, o governador demonstrou preocupação com o desempenho econômico nos próximos meses, especialmente no segundo semestre, apesar do comportamento positivo da arrecadação até agora.
“A arrecadação tem se comportado bem até agora, mas o que vemos pela frente é muito duvidoso. Os preços dos produtos que produzimos estão abaixo da média histórica, enquanto os custos para a próxima safra estão elevados”, concluiu.

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