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Sexta - 15 de Maio de 2026 às 07:22
Por: Vitória Gomes e Cíntia Borges/Mídia News

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Victor Otesti/Midia News

O deputado federal Fábio Garcia (União) afirmou que o senador Ciro Nogueira (PP) deverá responder criminalmente caso sejam comprovadas as suspeitas investigadas pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master.

Não interessa o partido que ele esteja. Quem cometeu crime no Brasil precisa pagar

Presidente nacional do Progressistas, Ciro é alvo de investigação que apura supostos crimes financeiros e possível atuação em favor do banco no Congresso Nacional.

Apesar de o PP integrar uma federação com o União Brasil nas eleições deste ano, Fábio disse que não há espaço para blindagem política.

“Quem cometeu crime no Brasil tem que pagar pelos seus crimes. Então, se for comprovado que o Ciro Nogueira cometeu crime, ele tem que pagar pelos crimes”, afirmou.


A PF suspeita que Ciro apresentou uma proposta para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, medida que poderia beneficiar diretamente o Banco Master ao atrair mais investidores. Investigadores afirmam que o texto da emenda teria sido elaborado pela própria assessoria do banco.

Na semana passada, a PF fez buscas contra o senador autorizadas pelo ministro André Mendonça. O STF também determinou medidas cautelares, como proibição de contato entre investigados. A defesa de Ciro Nogueira nega irregularidades.

Fábio destacou que a investigação ainda está em andamento e que caberá à Justiça decidir se houve irregularidade por parte do senador.

“Tem um processo aberto, ele vai ser investigado, pode ou não ser denunciado, e a Justiça vai fazer o trabalho final de poder condená-lo ou não”, disse.

O deputado também afirmou que a responsabilização deve ocorrer independentemente de partido político.

“Não interessa o partido que ele esteja, se está no PP, ou está no MDB, ou está no PL, ou está no PT. Quem cometeu crime no Brasil precisa pagar pelos crimes que cometeu”, declarou.

Questionado se Ciro deveria deixar a presidência nacional do PP durante as investigações, o deputado evitou opinar e afirmou que a discussão cabe apenas aos integrantes da legenda.

“Eu não faço parte do PP, não vou ficar dando pitaco no partido dos outros”, afirmou.





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