MT atinge patamar muito alto de desenvolvimento humano A região metropolitana de Cuiabá também acompanhou o avanço, com o IDHM saltando de 0,758 em 2021 para 0,831
Seguindo tendência nacional, Mato Grosso registrou avanço no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) dos últimos 12 anos.
Em 2024, o Estado alcançou IDHM de 0,812, o que representa um crescimento superior a 9% no período.
Os dados são do Radar IDHM 2024, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Radar IDHM analisa a evolução do desenvolvimento humano de 2012 a 2024, abrangendo o país, os 26 estados e o Distrito Federal.
Para chegar nesta pontuação são avaliados os parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda.
A escala do Pnud para classificar o índice varia de 0 a 1, sendo muito alto acima de 0,800.
De acordo com a publicação, o valor do IDHM do Brasil para o ano de 2024 é 0,805, o que o coloca, pela primeira vez, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano.
Após enfrentar quedas severas em 2020 e 2021, o IDHM brasileiro saltou de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até atingir o desenvolvimento muito alto no ano seguinte.
Para o Governo, esse avanço resulta de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à educação, à saúde e à geração de renda.
Coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou os impactos de políticas públicas de transferência de renda sobre os indicadores sociais e educacionais.
Para ela, o programa “Bolsa Família” contribuiu para ampliar a permanência de crianças e adolescentes na escola e reduzir o trabalho infantil.
“É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira”, disse.
O Radar IDHM também coloca Mato Grosso na 8ª posição dentre as 10 unidades da federação (UFs) na faixa de muito alto desenvolvimento humano e confirma a trajetória de recuperação e crescimento registrada no período recente.
Entre 2021 e 2024, o índice mato-grossense apresentou avanço nominal de 0,067, ou aproximadamente 8,9%, saltando de 0,745 para o patamar atual. Em 2012, o valor do IDHM do Estado era de 0.743.
Dentre as demais 10 UFs, o primeiro lugar é ocupado pelo Distrito Federal (0,866), seguido de São Paulo (0,838) e de Santa Catarina (0,833).
A região metropolitana de Cuiabá acompanhou essa retomada. Entre 2021 e 2024, o índice da região saltou de 0,758 para os atuais 0,831, registrando um crescimento nominal de 0,073 ponto (avanço de 9,6%) e consolidando-se na faixa de muito alto desenvolvimento humano.
Segundo o relatório, a região metropolitana apresentou melhorias sólidas nos indicadores sociais e econômicos nos últimos anos, embora o estudo alerte para a necessidade contínua de enfrentamento das desigualdades internas.
Ainda em nível nacional, os melhores resultados foram registrados nas regiões metropolitanas de Florianópolis (0,874) e Curitiba (0,856).
Os menores índices apareceram nas regiões metropolitanas de Macapá (0,762) e Maceió (0,776).
Das 21 regiões analisadas, 17 alcançaram a faixa de muito alto desenvolvimento humano.
O levantamento também aponta redução gradual das desigualdades raciais nas regiões metropolitanas.
Em 2024, o IDHM da população negra alcançou a faixa de muito alto desenvolvimento humano em sete regiões metropolitanas, enquanto o IDHM da população branca atingiu esse patamar em todas as regiões analisadas.

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