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Policia MT
Sexta - 03 de Julho de 2026 às 07:50
Por: Diário de Cuiabá

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As investigações identificaram que, entre os integrantes do CV, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa
As investigações identificaram que, entre os integrantes do CV, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Ragnarok.

O objetivo da ação policial é cumprir 104 ordens judiciais contra a facção criminosa Comando BVermelho (CV), voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, em Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá) e região.

Na operação, foram cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões.

As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop (509 km ao Norte da Capital).

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde, ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes da facção criminosa envolvidos com o comércio de drogas e crimes correlatos.

O trabalho investigativo iniciou após a prisão, em flagrante, de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo, nos meses de julho e agosto de 2025.

Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.

LAVAGEM DE DINHEIRO - As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de drogas e de taxas para o comércio de entorpecentes.

Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, depois identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro.

Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.

Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.

"Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro", explicou a delegada Paula Barbosa.

PHARUS - A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.





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