PP oficializa candidaturas e aguarda decisão do União Brasil
O Partido Progressistas (PP) de Mato Grosso vai oficializar a pré-candidatura da empresária Margareth Buzetti (PP) ao Senado e a indicação do ex-prefeito e empresário Cidinho Santos (PP) como primeiro-suplente na chapa encabeçada pelo ex-governador Mauro Mendes (União). A declaração é do presidente estadual do Partido Progressistas (PP) em Mato Grosso, Nilson Leitão, nesta quinta-feira (30), durante o início da convenção estadual da legenda.
Já para a Câmara dos Deputados, a legenda apresentará cinco nomes para compor a chapa proporcional da federação. A lista tem o próprio Nilson Leitão, o ex-deputado Vitório Galli, Paulo José e a vereadora Magali, de Cáceres. Na disputa pelo governo do Estado, o PP ficará no aguardo da definição interna do União Brasil, que oscila entre a candidatura própria do senador Jayme Campos (União) e o apoio ao projeto do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A posição foi detalhada por Leitão, que ressaltou a necessidade de manter o alinhamento com o aliado na Federação União Progressista (União Brasil e PP), a quem caberá a palavra final sobre o cenário majoritário. Para o dirigente, qualquer manifestação antecipada do PP atropelaria os ritos jurídicos e partidários das convenções.
"A nossa função hoje é complementar essa chapa. A do União Brasil ainda não decidiu as suas coisas [...]. Eu não posso declarar apoio para alguém que não é candidato ainda, ainda homologado pelo partido", afirmou Leitão. O dirigente pontuou que, por ter um peso menor na composição estadual em relação ao União Brasil, cabe ao PP aprovar seus nomes internamente para, em seguida, integrar a ata conjunta. Ele lembrou que, após o encerramento das convenções, a figura partidária individual dá lugar ao comando unificado da federação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
"A figura partidária desaparece a partir dali e passa a ter uma federação no comando de tudo isso, inclusive no mandato, com liderança única dentro do Congresso, no Senado, em todos os lugares", explicou.
Sobre a preferência do partido para o governo do Estado, Leitão adotou tom cauteloso para evitar fricções internas antes da decisão da federação.
"Eu na condição de presidente, não vou aqui contaminar a nossa convenção [...]. Um grupo que tem dois bons candidatos, o governador que está atuando, que é o Pivetta, e o senador Jayme Campos, que também tem uma história, tem um trabalho muito bem prestado [...], precisa agora pensar além da vontade, pensar na ética e pensar naquilo que a política nos dá, que é o calendário", finalizou.


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