Novo reavalia vice de Wellington em meio a possível entrada do Podemos
Poucas horas antes da convenção estadual, o Novo reúne filiados nesta quarta-feira (5) para discutir os rumos da legenda nas eleições. A reunião ocorre em meio às articulações para a composição da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso e coloca em alerta a indicação do empresário Marcelo Maluf (Novo) para a vaga de vice.
Conforme antecipado pelo Gazeta Digital, Maluf vinha sendo tratado como o principal nome do Novo para ocupar a segunda posição da chapa e disputar a eleição majoritária ao lado de Wellington. A possibilidade, porém, passou a ser reavaliada diante das conversas para que o Podemos também embarque no projeto.
A convenção do Novo está marcada para às 18h, e a expectativa é de que a reunião realizada horas antes sirva justamente para definir os próximos passos da legenda. Apesar da movimentação, a tendência, segundo apurado pelo Gazeta Digital , é que o partido mantenha o projeto de Maluf na majoritária.
O cenário ganhou novos contornos com a possibilidade de o Podemos participar da aliança. A entrada da legenda poderia abrir espaço para uma nova composição, inclusive com a indicação de um eventual nome para a vice de Wellington.
Nos bastidores, contudo, a articulação encontra um fator político favorável à aproximação: a relação entre o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), e Marcelo Maluf.
A possível composição entre PL e Novo tenta reeditar a aliança construída nas eleições municipais de 2024, em Cuiabá.
Naquele pleito, o Novo abriu mão da candidatura própria, que tinha Reginaldo Teixeira como cabeça de chapa e Vânia Rosa como vice, para apoiar Abilio Brunini (PL). A parceria contribuiu para consolidar a aproximação entre as duas siglas na Capital.
Agora, a tentativa é transportar a aliança para a disputa estadual, com Wellington Fagundes como candidato ao Governo e Marcelo Maluf como nome do Novo para a vice.
Maluf vem se movimentando para disputar uma eleição majoritária desde o ano passado. Antes filiado ao PSDB, onde permaneceu por mais de duas décadas, deixou a legenda e ingressou no Novo, ampliando as especulações sobre seu projeto eleitoral.
Empresário do setor da construção civil, ele já participou de uma chapa majoritária em Mato Grosso.
A possível entrada do Podemos, entretanto, adicionou uma variável à negociação. A legenda comandada por Max Russi ainda precisa definir os termos de eventual participação no projeto de Wellington, e a discussão sobre a vice pode ser um dos pontos da negociação.

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