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Segunda - 24 de Agosto de 2026 às 14:25
Por: Douglas Trielli/Mídia News

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Secom-MT e Agência Senado
Os candidatos Otaviano Pivetta e Wellington Fagundes: raio-x da pesquisa
Os candidatos Otaviano Pivetta e Wellington Fagundes: raio-x da pesquisa

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) apresenta seu melhor desempenho eleitoral entre homens, pessoas economicamente ativas (PEA) e eleitores com ensino superior, enquanto o senador Wellington Fagundes (PL) obtém percentuais maiores entre mulheres, jovens e pessoas fora da população economicamente ativa.

A maior diferença entre Pivetta e Wellington aparece na divisão por sexo

Os dados constam dos cruzamentos da pesquisa eleitoral divulgada nesta segunda (24) pelo Paraná Pesquisas e mostram diferenças relevantes na composição do eleitorado dos dois principais candidatos.

Natasha Slhessarenko (PSD), por sua vez, alcança seus maiores percentuais entre eleitores com 60 anos ou mais, pessoas fora da PEA e aqueles com ensino superior.

A maior diferença entre Pivetta e Wellington aparece na divisão por sexo. Entre os homens, Pivetta tem 44,8%, contra 32% de Wellington, uma vantagem de 12,8 pontos percentuais. Natasha registra 7,8%.


No eleitorado feminino, o cenário se inverte. Wellington lidera numericamente com 37,8%, ante 33,4% de Pivetta. Natasha chega a 9,6%, desempenho superior aos 7,8% registrados entre os homens.

Pivetta cresce com escolaridade

Os números também mostram uma relação entre escolaridade e desempenho de Pivetta.

O governador registra 35,7% entre os eleitores com ensino fundamental, 39,2% entre aqueles com ensino médio e chega a 42% entre os que possuem ensino superior.

Wellington apresenta movimento inverso. Tem 36,2% no ensino fundamental, 36,3% no médio e cai para 32,1% no superior.

Assim, entre os eleitores com maior escolaridade, Pivetta abre 9,9 pontos de vantagem sobre Wellington: 42% a 32,1%. Natasha alcança 10,8% nesse grupo, um de seus melhores resultados na pesquisa.

PEA divide eleitorado

Outro contraste aparece quando os entrevistados são separados pela participação na população economicamente ativa.

Entre os economicamente ativos, Pivetta chega a 42,4%, contra 32,8% de Wellington. Natasha tem 7,6%.

Entre aqueles que não fazem parte da PEA, Wellington assume a dianteira: 39,7%, contra 31,4% de Pivetta. Natasha sobe para 11,3%.

A diferença entre Pivetta e Wellington, portanto, muda 17,9 pontos quando se comparam os dois grupos: Pivetta tem vantagem de 9,6 pontos na PEA, enquanto Wellington abre 8,3 pontos entre os não economicamente ativos.

Wellington vence entre os mais jovens

O recorte por idade mostra Wellington à frente entre os eleitores de 16 a 24 anos, com 38,1%, contra 35,5% de Pivetta e 7,1% de Natasha.

A partir dos 25 anos, Pivetta passa a liderar numericamente em todas as faixas.

Entre 25 e 34 anos, o placar é de 38,6% a 33,6%. Dos 35 aos 44, Pivetta registra 40,2%, contra 36,1%. Entre 45 e 59 anos, são 39,8% contra 34,9%.

No grupo com 60 anos ou mais, Pivetta marca 39,2%, Wellington 33,2% e Natasha 11,3%.

É justamente entre os idosos que Natasha alcança, ao lado dos não economicamente ativos, seu maior percentual nos cruzamentos apresentados.

Religião

A pesquisa também perguntou se o eleitor havia participado de alguma celebração religiosa — como missa, culto ou outra cerimônia — nos dez dias anteriores à entrevista.

Entre os que responderam sim, Pivetta tem 41,8%, Wellington 35,5% e Natasha 7,1%.

Entre aqueles que não participaram, a distância entre os dois primeiros diminui: Pivetta registra 35,8%, Wellington 34,4% e Natasha 10,4%.

Os cruzamentos indicam, assim, perfis diferentes de apoio aos principais candidatos. Pivetta apresenta maior força entre homens, economicamente ativos e eleitores com ensino superior.

Wellington tem desempenho comparativamente melhor entre mulheres, jovens e pessoas fora da PEA.

Natasha permanece distante dos dois primeiros, mas alcança dois dígitos entre idosos, não economicamente ativos, eleitores com ensino superior e aqueles que não participaram recentemente de celebrações religiosas.

As diferenças mais estreitas entre os segmentos devem ser interpretadas considerando a margem de erro das respectivas subamostras.

Pesquisa

O Paraná Pesquisas ouviu 1.504 eleitores presencialmente em 56 municípios de Mato Grosso entre os dias 21 e 23 de agosto.

O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-02157/2026.





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