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Copa 2014
Quarta - 23 de Maio de 2012 às 14:14

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Reprodução

Balanço divulgado pelo governo federal revela que apenas 5% das obras para a Copa do Mundo de 2014 foram concluídas. Entram no cálculo obras de estádio, mobilidade urbana e infraestrutura, como portos e aeroportos. Esses projetos terminados equivalem a apenas 1% dos investimentos previstos para o Mundial, que são de R$ 27,1 bilhões, de acordo com o governo.

Os dados mostram que 41% das obras nem começaram. Dessas, 9% tiveram a licitação concluída, 17% estão em processo de licitação e 15% ainda estão em fase de elaboração do projeto.

Segundo técnicos, os dados são do fim de abril e têm defasagem de aproximadamente um mês.

De acordo com o governo, os estádios estão dentro do cronograma e as obras de mobilidade urbana e infraestrutura "avançaram".

Os dados divulgados nesta quarta-feira (23) mostram que oito dos 12 estádios que estão sendo construídos para a Copa do Mundo não concluíram 50% das obras.

O estádio mais atrasado é o de Curitiba, com apenas 11% de execução. O de Porto Alegre concluiu 20%. Dois estádios previstos para a Copa das Confederações, que acontece em junho de 2013, ainda não alcançaram 50% da execução- o do Rio de Janeiro (45% de obras concluídas) e o de Recife (33%).

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que apresentou o balanço das obras, se mostrou otimista com as obras dos estádios. "O conjunto das obras guarda completa sintonia e compatibilidade com os prazos de entrega", disse o ministro, ressaltando que visitou as obras recentemente.

O ministro afirmou que o governo tem um olhar "otimista" sobre o andamento das obras. "Achamos que as obras estarão prontas dentro do prazo de entrega, que é antes da Copa de 2014."

Pela estimativa do governo, apesar dos atrasos, todos os empreendimentos serão entregues para a Copa do Mundo. A maioria das obras (52%) ficará pronta em 2013. Em 2011 foram entregues 10% dos empreendimentos, em 2012 ficarão prontos 22% das obras. No ano da Copa, em 2014, serão entregues 16% dos empreendimentos, de acordo com o governo.

Fifa
Na terça-feira (23), o presidente da Fifa, Joseph Blatter, voltou a cobrar o Brasil. "O Brasil não é um país pobre. É a sexta maior economia do mundo. Tem ativos. Eles sabem o que precisam fazer. Mas não estão fazendo o trabalho no tempo certo."

Durante a apresentação do balanço das obras da Copa, o ministro Aldo Rebelo comentou as declarações do presidente da Fifa. "O Brasil é um país democrático. Estamos abertos a recepcionar críticas dos nacionais, porque não recepcionaríamos críticas dos estrangeiros?", disse.

Segundo Rebelo, "o Brasil tem um desafio muito importante para ficar discutindo publicamente com dirigentes responsáveis pela organização da Copa."

Mobilidade urbana
Ainda de acordo com o balanço divulgado pelo governo, entre as obras de mobilidade urbana, o percentual de empreendimentos que ainda não foram iniciados é de 45%, o representa 39% dos recursos destinados ao setor.Dos empreendimentos em mobilidade urbana, 55% estão em andamento.

Aeroportos
Segundo o governo, dos 31 empreendimentos previstos nos 13 aeroportos que serão usados na Copa, 13 ainda não tiveram as obras iniciadas, outros 13 estão em obras e 5 foram concluídos.

Os investimentos previstos nas obras dos 13 aeroportos somam R$ 7,4 bilhões, sendo que R$ 3,6 bilhões são provenientes do setor privado. Apenas 3% dos recursos previstos foram executados.

Porto
A principal obra do setor de portos, o pier do Rio de Janeiro, só deve ser entregue às vésperas da Copa. O empreendimento, que corresponde a um terço do valor total previsto para o ramo, só deve ficar pronto em maio de 2014. O terminal é considerado importante para a recepção de turistas na cidade.

O secretário especial de Portos, Leônidas Cristino, admitiu a possibilidade de a obra atrasar, mas informou que já existe um "plano B". "Se por acaso não tiver condições de construir os quatro braços, construiríamos apenas um "I", com dois braços", disse o secretário, que avalia a possibilidade de se utilizar o cais antigo da cidade para receber navios com turistas. Pelo projeto original, o pier em formato de Y servirá para receber até seis navios que atuem como "hotéis flutuantes".






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