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Politica Brasil
Segunda - 30 de Abril de 2012 às 03:43
Por: Vinícius Tavares

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O ex-diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot diz que foi e ainda é vítima de um complô armado por contraventores, empresários e políticos para tirá-lo da direção da autarquia e responsabilizá-lo pelas supostas acusações de fraudes e corrupção. A revelação foi feita durante entrevista exclusiva concedida nesta semana ao Olhar Direto.

Ao receber a reportagem em seu flat, localizado em um hotel da capital federal, Pagot disse lamentar que seu nome seja novamente citado a respeito dos contratos para execução de obras do Dnit pela empresa Delta.

"Lamentavelmente, volta tudo à tona. E volta à tona da pior maneira possível, num complô. Em que a gente verifica nesse complô que tem contraventores, empresas, políticos", declarou.

Pagot revela preocupação com o fato de que conversas realizadas dentro da Casa Civil da Presidência da República tenham vazado para a imprensa.

"Para minha maior preocupação, informações importantes de reuniões feitas na casa civil da Presidência da República, vazaram para a imprensa. E vazaram de forma atabalhoada", lembrou Pagot a respeito da reunião que resultou na queda da cúpula do Ministério dos Transportes, do Dnit e da Valec.

O ex-diretor geral do Dnit criticou a forma como seu nome foi envolvido nas denúncias de corrupação, as quais resultaram em seu afastamento, e disse que colaborou com as apurações do caso ao participar de audiências públicas na Câmara e no Senado Federal em 2011.

"Eu sempre considerei a atitude de afastamento e exoneração uma atitude de injustiça, uma atitude de precipitação e principalmente uma atitude intempestiva. E sempre alertei a todos com quem eu pude falar na oportunidade durante as mais de 210 perguntas que eu respondi na Câmara e no Senado - e eu respondi e me apresentei espontaneamente, não era uma CPMI, não era um inquérito. Era uma reunião das comissões em que graças a Deus eu consegui ser ouvido, eu consegui responder, sem titubear, as 210 perguntas que me fizeram", recordou.






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