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Meio Ambiente
Sexta - 15 de Janeiro de 2010 às 02:23

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Divulgação
Pássaros chegaram em condições degradantes. Seis morreram no trajeto. Os demais, já soltos em reserva
Pássaros chegaram em condições degradantes. Seis morreram no trajeto. Os demais, já soltos em reserva

Mil canários-da-terra verdadeiros capturados em Mato Grosso foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Estadual de Minas Gerais na madrugada de terça-feira. As aves foram interceptadas na BR-497, entre os municípios de Prata e Uberlândia, quando duas pessoas foram presas pelo crime de tráfico de animal silvestre.

O farmacêutico Jader Matos Cavalcanti, 63 anos, e o aposentado Milton de Jesus, 62 anos, foram flagrados com as aves em dois veículos, um Corolla e um Palio Weekend. Outras pessoas também foram detidas para averiguação, mas, liberadas, depois.

Conforme relato do chefe regional do Ibama em Uberlândia, Aluízio Romar, os acusados disseram que apenas saíram de Mato Grosso com o carregamento, mas não especificaram de onde. As aves estavam armazenadas em condições degradantes: em cada carregador, onde cabem, em média, de cinco a seis pássaros, havia 150. Pelo menos seis estavam mortos dentro dos compartimentos.

Os responsáveis pelo transporte ilegal das aves foram conduzidos à Polícia Civil de Uberlândia e, depois, a uma unidade prisional da cidade. Eles disseram não ser moradores de Mato Grosso. Jader reside na cidade de Iguatu, no Ceará, e Milton, em Governador Valadares (MG). Este último responde a 16 processos judiciais e tem 14 condenações.

Os pássaros foram submetidos a análise veterinária e de zootecnia do Ibama em Uberlândia e foram, depois disso, soltos em três reservas do órgão que ficam nas imediações da cidade.

Não mão inversa do tráfico de aves a partir do Estado, no ano passado ao menos 109 pássaros nativos foram devolvidos ao seu habitat natural em Mato Grosso. Capturados em São Paulo, as aves foram trazidas entre setembro e outubro por servidores do Ibama e soltas em reservas da região de Tangará da Serra e Poconé.

O tráfico de animais silvestre prevê cumprimento de seis meses a um ano de prisão.






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