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Meio Ambiente
Quarta - 10 de Julho de 2013 às 12:48

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Andy Wong/AP
Imagem de dezembro de 2009 mostra fumaça de chaminés na China
Imagem de dezembro de 2009 mostra fumaça de chaminés na China
A política do governo da China de distribuir carvão gratuitamente por décadas pode ter causado consequências graves na vida da população do país.


 
De acordo com um estudo publicado nesta semana pela revista da Academia Nacional de Ciências, a "PNAS", ao menos 500 milhões de pessoas que vivem no norte da China, na região do Rio Huai, perderam, em média, cinco anos de suas vidas devido aos efeitos da poluição do ar por uso de carvão.


 
Os dados são baseados na análise de saúde e qualidade do ar entre 1981 e 2000. “Fiquei surpreso com a magnitude do efeito”, aponta o economista Michael Greenstone, do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, em inglês), um dos autores da investigação.


 
Os pesquisadores sabem há muito tempo que as partículas finas liberadas quando o carvão é queimado causam efeitos nocivos à saúde. No entanto, sempre foi difícil medir qual o impacto na saúde das pessoas.


 
A partir de 1950, o governo chinês passou a fornecer carvão gratuitamente para pessoas que moravam ao norte do Rio Huai para aquecimento das moradias no inverno. Os moradores que vivem ao sul da mesma bacia hidrográfica utilizavam aquecimento sem o uso de carvão.


 
Isso deu ao pesquisadores uma forma de mensurar os efeitos da poluição do ar. Eles analisaram dados oficiais sobre a qualidade do ar e saúde para ter uma noção do impacto.


 
Com isso, descobriram que as concentrações de partículas totais no ar da parte norte do Rio Huai eram 55% maiores. E a expectativa de vida daqueles que vivem nesta região também caiu 5,5 anos devido ao alto índice de doenças cardiorrespiratórias proporcionadas pela poluição.


 
“A política original era bem intencionada, mas teve grandes consequências que eram imprevisíveis”, explicou Greenstone ao jornal “Washington Post”. De acordo com os autores, os resultados podem ajudar a criar normas ambientais para limitar a poluição do ar no país.


 
Maior emissora do mundo
Em 2012, a China foi quem mais emitiu gases-estufa e contribuiu para o crescimento global. De acordo com o relatório feito pela Agência Internacional de Energia (AIE), foi expelido um adicional de 300 milhões de toneladas de gases em relação ao ano de 2011.


 
Porém, o aumento foi considerado baixo se comparado com períodos anteriores devido aos investimentos pesados que o país asiático fez na última década para adotar fontes renováveis e melhorar a eficiência energética.





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