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Educação/Vestibular
Quarta - 19 de Março de 2008 às 11:05

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O Brasil tem este ano 1.044 professores indígenas fazendo licenciatura específica em nove universidades públicas federais e estaduais de estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Em maio e agosto, outros 85 professores, sendo 60 do Amazonas e 25 do Acre, iniciam cursos em seus estados.

Em licenciaturas interculturais, o país tem hoje 189 professores habilitados, todos do curso da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat); em julho deste ano, a Universidade Federal de Roraima formará a primeira turma de 40 professores. São objetivos do Ministério da Educação formar quatro mil professores até 2010, consolidar as iniciativas de formação de professores indígenas em políticas públicas, ampliar a qualidade da educação básica nas escolas das aldeias e a oferta do ensino médio.

Mato Grosso, que é pioneiro da oferta de licenciatura intercultural, formou 189 professores em cursos da Unemat. Hoje, incluindo a Unemat, são nove universidades públicas com cursos interculturais, onde estudam 1.044 professores: a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem 140 professores indígenas; Universidade Federal de Roraima (UFRR), 239; Universidade Estadual do Amazonas (UEA), 250; Unemat, 100; Universidade de São Paulo (USP), 80; Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), 111; as universidades federais de Goiás (UFG) e de Tocantins (UFTO), conveniadas no mesmo curso, têm duas turmas com 94 professores; e a Universidade Federal do Amapá (Unifap), 30.

A UFMG, UFRR, UEA e a Unemat criaram cursos com verbas do Programa de Formação Superior e Licenciaturas Indígenas (Prolind), ação conjunta das secretarias de Educação Superior (SESu) e de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad).

A coordenação de educação escolar indígena da Secad informa que a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em parceria com a prefeitura de Autazes (AM) abrirá, em maio, uma licenciatura intercultural para o povo Mura, com 60 vagas. A UFAC fez vestibular com 50 vagas para duas turmas. A primeira, com 25 professores, começa o curso em agosto de 2008 e a segunda, em 2009.

As universidades federais do Amazonas (UFAM), de Campina Grande (UFCG) na Paraíba, e a estadual da Bahia (Uneb) fizeram projetos de licenciaturas específicas para professores indígenas com recursos do Prolind, mas ainda não abriram os cursos. As instituições aguardam o edital do Prolind 2008.





Fonte: Folha Online

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