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Educação/Vestibular
Segunda - 05 de Março de 2007 às 04:20

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Todas as 621 escolas estaduais regulares de SP tiveram notas inferiores a 50 (de um total de 100) no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na conta, salvam-se 11 escolas técnicas e uma ligada à Faculdade de Educação da USP, segunda a Folha de S.Paulo. Para a especialista Sonia Penin, a causa do problema é o número de horas de estudo.

A "melhor" escola estadual da cidade de São Paulo foi a Rui Bloem, na Saúde, com média 49,88. A "pior" foi a União de Vila Nova 2, na zona leste que teve média 27,09. A média geral das estaduais foi 38,42.

A prova é realizada anualmente. Estudantes do 3º ano ou que já concluíram o ensino médio submetem-se a ela voluntariamente, seja para testar os conhecimentos adquiridos no ensino médio, seja para contar pontos no vestibular.

Sonia Penin, diretora da Faculdade de Educação da USP, acredita que se pode falar em metodologia, fatores pedagógicos, proximidade da escola de equipamentos culturais, qualificação do professor ou outras tantas variáveis, mas, que o fator mais importante nesse caso é o número de horas de estudo. "A exposição do aluno ao estudo e à cultura, consubstanciada na carga horária é o nó mais evidente do ensino público", afirma.

Em comum, as escolas com notas mais altas no Enem, além de serem particulares, têm cargas horárias puxadas (mais de 1.200 horas-aula por ano). As escolas públicas regulares (não-técnicas) oferecem entre 900 e 1.080 horas-aula anuais.

Ao fim dos 11 anos regulares de ensino fundamental e médio, o jovem oriundo de bons colégios particulares poderá contabilizar até 3.300 horas-aula de vantagem sobre aquele que só freqüentou a escola pública. Isso equivale a fazer três vezes um cursinho pré-vestibular de um ano. A conta pode ir até a cinco vezes, se se consideram as faltas de professores, que em algumas escolas custam a perda de dois a três dias de aulas por semana.




Fonte: Terra

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