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Educação/Vestibular
Quinta - 16 de Março de 2006 às 08:02
Por: Aline Chagas

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Cuiabá e Várzea Grande estão entre as últimas colocadas no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), quando se leva em consideração apenas os municípios com mais de 200 mil habitantes.

Um levantamento feito entre os 122 maiores municípios do país apontou que Cuiabá está na 110ª posição e Várzea Grande na 118ª na média geral. O desempenho dos estudantes da Cidade Industrial (escolas públicas e privadas) foi o quinto pior no universo dos municípios pesquisados.

As duas cidades são as únicas de Mato Grosso com mais de 200 mil habitantes. Cuiabá teve a média total de 40,491 pontos e Várzea Grande, 38,769. A média das duas cidades está também abaixo das de alguns municípios do interior, como Água Boa (48,920 pontos), Guarantã do Norte (50,147), Itanhangá (46,130) e Araputanga (44,760). Por ter menos de 200 mil habitantes, estas cidades não entraram na comparação nacional.

Nos primeiros lugares da classificação nacional estão os municípios de Petrópolis (RJ), com 54,274 pontos, São Carlos (SP), com 52,061, e Vitória (ES), com 51,781.

Para a secretária adjunta de Política Educacional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Marta Maria Darsie, as médias do Enem deixaram bem claro que o problema é nacional e não estadual. Segundo Marta, mesmo as cidades com as maiores notas não ultrapassaram a média de 54 pontos, o que mostra que o Ensino Médio no Brasil está com problemas e precisa da atenção imediata dos gestores.

Marta Darsie explicou que há muitos fatores que podem ter colaborado para o pífio desempenho de Cuiabá e Várzea Grande. Um dos fatores, comentou, é o fato das duas cidades serem um aglomerado com grande densidade demográfica, o que se traduz em fatores sócio-econômicos diferentes, como mais violência e problemas no transporte.

A secretária adjunta destacou que por serem centros urbanos, uma grande parte dos estudantes do Ensino Médio dos dois municípios trabalha durante o dia e por isso estuda na Educação para Jovem Adulto (EJA) da rede estadual, oferecido no período noturno. “Não podemos comparar os alunos que estudam durante o dia com os alunos do EJA, porque são projetos pedagógicos diferentes e deveriam ter provas diferentes”, afirmou Marta.

De acordo com Marta, a Seduc está tomando providências para melhorar o desempenho, não só com a reformulação do EJA, mas de todo o Ensino Médio. Uma das medidas tomadas é a formação de equipes para fiscalizar as escolas nos períodos noturnos, quando a sede da Seduc está fechada.





Fonte: Diário de Cuiabá

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