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Saúde
Sábado - 22 de Maio de 2004 às 13:49
Por: Soraia Ferreira

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O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Estima-se que um terço da população mundial adulta, isto é, 1,2 bilhão de pessoas, seja fumante, sendo que 30,6 milhões delas estão no Brasil.

Os dados são preocupantes, já que o total de mortes devido ao uso do tabaco em todo o mundo atingiu a cifra de 4,9 milhões anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Ciente disso, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) está realizando para os seus servidores fumantes uma Terapia de Grupo Anti-tabagismo.

De acordo com o psicanalista Alinor Ferreira de Almeida, coordenador do Grupo, a terapia tem o propósito de trabalhar a auto-estima dos fumantes que desejam largar o cigarro, fornecendo a eles uma auto-ajuda. As reuniões acontecerão todas as quintas-feiras, do mês de maio e junho, a partir das 17h, ao lado do auditório da Seduc.

A iniciativa é mais uma ação do programa “Qualidade Vida” que, entre os dias 26 a 30 de abril, realizou a I Semana Anti-tabagismo. Na ocasião do evento, que tinha como objetivo alertar os servidores da Educação sobre os malefícios causados pelo fumo, 32 funcionários fizeram a inscrição para participar da Terapia.

Dos inscritos apenas dois apareceram no primeiro encontro, mas o número de participantes foi subindo gradativamente a cada reunião. No terceiro encontro, realizado na quinta-feira (20.05), cinco pessoas estiveram presente. Alinor destaca que parar de fumar não é fácil, pois a nicotina causa dependência e é considerada uma droga bastante poderosa, já que atinge o cérebro em apenas sete segundos.

“Para largar o cigarro é preciso muita força de vontade. As pessoas que estão aqui já demonstraram isso. Agora, vamos ajudá-las a construir um caminho em direção a um alvo, que pode ser o de diminuir ou eliminar o tabagismo”, comentou o psicólogo.

Para a funcionária Eliane Borges, 38 anos, o primeiro passo será um grande desafio. Ela conta que fuma há 25 anos e chegou a um estágio tão avançado do vício que acorda durante a noite só para fumar e, quando levanta, a primeira coisa que faz é colocar um cigarro na boca. “Não tenho vontade de parar. Mas sei que preciso e para isso quero ser convencida”, disse ela.

DICAS – A primeira dica passada pelo coordenador àqueles que desejam eliminar o uso do tabaco é a de reduzir o número de cigarros consumidos durante o dia. “A pessoa tem que estabelecer uma meta. Primeiro, ela conta o número de cigarros que fuma por dia, e depois reduz um a cada dia. O fumante também deve prolongar ao máximo o primeiro cigarro do dia”.

Buscar atividades físicas e terapia ocupacional para colocar no lugar do cigarro foi outra importante observação feita por Alinor. Ele detectou, ainda, que o café e a bebida alcoólica são um convite a um trago. “No lugar do café e da bebida alcoólica, a pessoa deve tomar, respectivamente, chá e coquetel sem álcool”, ensina.

O café é o ponto fraco da servidora Aberlada Ferreira dos Santos, fumante há 20 anos. “Depois que tomo um cafezinho, automaticamente, acendo um cigarro”, revela. Mesmo fumando 10 cigarros por dia, Aberlada está decidida a abster-se do tabaco. “Tenho diabetes e resolvi me cuidar. Não adianta que eu esteja sempre bonita por fora, tenho que estar bonita também por dentro. Vim determinada a não comprar mais cigarro. Até amanhã, eu não fumo mais”, decretou.

ABSTINÊNCIA - Cada pessoa tem uma reação diferente ao parar de fumar, algumas simplesmente param. Outras podem ficar ansiosas, com dificuldade de concentração, irritada, com dores de cabeça e com uma vontade intensa de fumar. Quando isso acontecer, o fumante deve manter as mãos ocupadas com um elástico ou um pedaço de papel, escovar os dentes ou comer frutas também ajuda. Mas, essa vontade não dura mais que alguns minutos.

Para finalizar, Alinor adverte aos fumantes que o cigarro trás diversos prejuízos ao fumante. “O prejuízo orgânico é o maior que o fumante pode sofrer, mas ainda tem os prejuízos financeiros, materiais e, em alguns casos, moral”, completa.





Fonte: Assessoria/Seduc

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