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Saúde
Segunda - 12 de Abril de 2004 às 13:17

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Pesquisadores americanos desenvolveram um medicamento experimental que eleva os níveis do colesterol bom (HDL) e propõe um tratamento promissor contra doenças cardíacas. Além disso, os cientistas das universidades da Pensilvânia e de Tufts revelaram que o medicamento, chamado torecetrapib, reduz os níveis do mau colesterol (LDL).

A informação foi publicada hoje na Revista de Medicina da Nova Inglaterra. O estudo foi realizado com apenas 19 pacientes, mas os resultados sugerem que a substância pode vir a ser um importante instrumento na luta contra os problemas cardíacos.

Durante quatro semanas, foram ministradas, diariamente, a cada paciente, 120 miligramas de torcetrapib. Dez deles também tomaram Lipitor, uma das estatinas aplicadas na luta contra o mau colesterol.

Os níveis de HDL aumentaram em cerca de 46% dos pacientes que receberam apenas torcetrapib e, em aproximadamente 61% dos que tomaram os dois medicamentos.

Em outra etapa do estudo, seis pacientes receberam a mesma dose do medicamento, mas duas vezes ao dia. Foi verificado um aumento de cerca de 106% do HDL. Os pesquisadores descobriram que o torcetrapib também reduziu em aproximadamente 20% os níveis de triglicerídeos, que representam importantes fatores das doenças cardíacas.

A próxima etapa consistirá em colocar rm teste a segurança e a eficácia da substância em um número muito maior de voluntários. O objetivo é determinar se os níveis aumentados de HDL têm como resultado uma redução de infartos e apoplexias.

Segundo os especialistas, estes pacientes deverão ser vigiados para determinar se o medicamento, fabricado pelo laboratório Pfizer, tem efeitos colaterais e se a mudança nos níveis dos dois tipos de colesterol reduz os fatores de risco, especialmente em pessoas que sofrem de obesidade, diabetes, fumam e que têm uma vida sedentária.

"Serão necessários entre três e cinco anos para demonstrá-lo", disse Richard Stein, porta-voz da Associação de Cardiologia dos Estados Unidos e diretor do Centro Médico Beth Israel, em Nova York.




Fonte: EFE

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