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Educação/Vestibular
Terça - 02 de Março de 2004 às 13:46

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A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa vai enviar, ainda hoje, um ofício ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) pedindo informações sobre o número de funcionários da Secretária de Estado de Educação e o valor da folha de pagamento. As divergências entre os números apresentados pela Seduc e os defendidos pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) foi o que motivou o pedido, que servirá de embasamento para as discussões sobre o realinhamento salarial dos profissionais da educação a partir de agora.

Os servidores, já em greve, estiveram na Assembléia em reunião na presidência da Casa. "Acredito sempre no bom senso e que o diálogo não pode parar. A Assembléia vai continuar intermediando as negociações. O primeiro passo será obter as informações do Tribunal de Contas para confrontarmos os números da secretaria e do sindicato", ressaltou o presidente da Assembléia, deputado José Riva (PTB), afirmando que a Mesa Diretora e demais deputados estarão buscando "incisivamente" meios para resolver o impasse e chegar ao fim da greve.

Riva lembrou que na última reunião entre governo, Assembléia e representantes do Sintep, o governador Blairo Maggi afirmou que enviaria a proposta diferenciada caso não chegassem a um acordo. "Enquanto perdurar a greve, temos que continuar conversando. Nosso objetivo é voltar a normalidade. O movimento de greve do Sintep é legítimo, mas trás prejuízos a todos".

O presidente do Sintep, Júlio César Martins Viana, afirmou que a categoria estará buscando meios legais de manter a greve. "Vamos acompanhar esta busca de informações pela Assembléia, pois será uma forma de analisarmos concretamente a disponibilidade de recursos para o reajuste".

A Mensagem enviada pelo governo à Assembléia, na semana passada, prevê um reajuste linear e imediato de 7,67% aos profissionais da educação. Os professores com mestrado ou doutorado terão mais 10% de reajuste. Além disso, a mensagem do Executivo institui o Incentivo à Docência, verba de caráter indenizatório no valor de 12% a ser concedida aos profissionais que efetivamente estão em sala de aula. O projeto estabelece o percentual de 5% para os titulares de cargos em comissão, em simetria com as demais carreiras do Poder Executivo, e o mesmo percentual para diretores, assessores pedagógicos e coordenadores.

Os servidores reivindicam um reajuste linear de 21,64%.




Fonte: 24 Horas News

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