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Nacional
Sexta - 29 de Maio de 2015 às 12:42

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Um dia antes de apontar o menor X., de 16 anos, como um dos autores do assalto que terminou com a morte do médico Jaime Gold, na Lagoa, a testemunha-chave do crime afirmou, em depoimento na 15ª DP (Gávea), que não tinha “condições de reconhecer quaisquer dos meliantes, face a rapidez do evento”. No relato, obtido pelo EXTRA, ele afirmou que “os dois elementos possuem cortes de cabelo altos na parte de cima e raspados embaixo”.


No dia seguinte, à Divisão de Homicídios (DH), relatou que “um dos autores era magro e de cor negra e que o outro era branco e também magro”. Em seguida, reconheceu X., que nega a autoria do crime, por uma foto. O outro adolescente, Z., de 15 anos, se entregou à polícia na quarta-feira e afirmou que X. foi o responsável pelas três facadas que atingiram o médico. Os dois menores apreendidos são negros.

Na própria Polícia Civil, a investigação é desacreditada. Monique Vidal, delegada titular da 14ª DP (Leblon) afirmou, em seu perfil no Facebook, que “a tal testemunha foi ouvida (na noite do crime) e não tinha condições de reconhecer ninguém. Enfim... Segue o baile...”. Horas depois, ela apagou a postagem. A delegada Patrícia Aguiar, responsável pelo caso, afirmou que, com a confissão do adolescente mais novo, a investigação estava encerrada.

O crime

Jaime foi atacado por bandidos durante um assalto. Ele pedalava pela ciclovia da Lagoa Rodrigo de Freitas e passava em frente ao centro náutico do Botafogo. Com ferimentos no braço e abdômen, o médico foi levado pelos bombeiros para o Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, onde passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã do dia seguinte.





Fonte: ext

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