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Educação/Vestibular
Sexta - 24 de Junho de 2016 às 07:25

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Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou nesta quinta-feira (23) os projetos de combate à doutrinação nas escolas, que, segundo ele, reprimem o posicionamento político dos professores. Ele acredita que as propostas nesse sentido, em tramitação no Congresso e em estados e municípios, não prosperarão.

No entendimento de Paim, é natural atualizar os estudantes sobre o que se passa, e é um crime proibir o debate sobre os grandes temas do país. O senador alertou que, se essas normas entrassem em vigor, nem a corrupção poderia ser tema de discussão em sala de aula.

— É essa a juventude que nós queremos? Uma juventude calada, amordaçada, que não possa discutir política? Quem serão os deputados, senadores, os vereadores, os governadores no futuro? Serão aqueles que a eles foi proibido fazer o debate das grandes questões de caráter nacional? — questionou.

Reformas previdenciárias e trabalhistas

As propostas de reformas da Previdência e da legislação trabalhista também foram alvo de críticas de Paulo Paim. Ele observou que já esperava do governo interino de Michel Temer a tentativa de redução dos direitos dos trabalhadores e declarou que está “pagando para ver” a aprovação deste tipo de proposta, que classificou como uma “vergonha”. Paim acredita que o Senado fará tudo para rejeitar projetos que não tenham apoio popular.





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