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Judiciário e Ministério Público
Quarta - 07 de Abril de 2021 às 17:44
Por: Mikhail Favalessa/RD News

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Odelegado Flávio Henrique Stringueta rebateu a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra ele por calúnia, difamação e injúria contra, pelo menos, 19 de seus membros. Para Stringueta, o MPE não distinguiu ilegalidade da imoralidade citada por ele em artigos sobre o auxílio-moradia, e os integrantes da instituição se preocupam mais com suas honras do que com a opinião pública. “Um tapa na cara da sociedade”, diz.

Rodinei Crescêncio

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O delegado Flávio Stringueta foi acionado judicialmente pelo Ministério Público Estadual

Depois de publicar os artigos, Stringueta foi afastado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e realocado pela diretoria da Polícia Civil na 2º Delegacia de Polícia do Carumbé. O delegado criticou de maneira incisiva a compra de smartphones, especialmente iPhones, pelo MPE e também o recebimento de auxílio-moradia, entre outras questões.

“Isso era o pretendido. No próprio artigo eu menciono que gostaria de ser processado para provar o que eu estava dizendo. Tudo será esclarecido na ação proposta. Quanto ao auxílio-moradia, eles falam de ilegalidade enquanto eu me referi a imoralidade. Os doutores da lei não sabem a diferença?!?! Alguém deverá desenhar a eles”, apontou.

Stringueta questiona o porquê de os promotores e procuradores não terem se sentidos ofendidos “quanto aos smartphones que receberão imoralmente em plena pandemia, enquanto milhões de pessoas passam fome por terem perdido empregos, fechado lojas, perdido parentes, cujo dinheiro ajudaria todos eles e muito mais?”.

“Não há muito o que dizer desses senhores a não ser pena. Enquanto a opinião pública em peso apoiou o que escrevi, eles sentem que suas honras são mais importantes do que ela (opinião pública). Um tapa na cara da sociedade”, criticou.

Quando me atacam, não se defendem. Só me atacam. Espero apenas que se defendam e voltem atrás com suas imoralidades reconhecidas pela sociedade de bem

Flávio Stringueta

A denúncia do MPE cita que o ex-chefe da GCCO recebeu auxílio-moradia quando atuava em Lucas do Rio Verde, “e em condições duvidosas”. O benefício era pago por meio de uma lei municipal, que o MPE diz que era inconstitucional. O órgão assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a prefeitura e os pagamentos que beneficiavam delegados, policiais militares, servidora do INSS, defensor público, entre outros, foram encerrados.

“E tem mais, se algum benefício que recebi em Lucas do Rio Verde era ilegal, por que o MPE não se manifestou logo que a lei foi criada. Se havia lei, era legal. Assim como a lei que os beneficiou com o imoral auxílio moradia, mas não foi contestado por nenhum membro do MPE”, rebateu o delegado.

“Quando me atacam, não se defendem. Só me atacam. Espero apenas que se defendam e voltem atrás com suas imoralidades reconhecidas pela sociedade de bem”.

Stringueta ainda negou que tenha as pretensões políticas citadas pelo MPE no documento encaminhado à 10ª Vara Criminal de Cuiabá, sob responsabilidade do juiz João Bosco Soares da Silva.

“Eu não tenho pretensão política. Mesmo se tivesse, este não deve ser o momento para me promover politicamente. E, ainda, mesmo se tivesse, não muda nada o contexto das imoralidades que revelei e que foram aplaudidas pela sociedade de bem”, pontuou.





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