TRE monta força-tarefa contra candidatos financiados por facções Policiais civis atuarão dentro do Tribunal; alvo é o financiamento de campanhas pelas facções
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e a Polícia Civil oficializaram um acordo de cooperação estratégica que visa "blindar" as eleições de 2026 contra a infiltração do crime organizado.

Um desafio chama-se facções criminosas. Financiamentos que começaram já nas eleições passadas
A medida cria uma assessoria de inteligência policial dentro do tribunal para monitorar candidatos com indícios de ligação com facções criminosas, como o Comando Vermelho.
Em entrevista recente ao MidiaNews, o corregedor e vice-presidente do TRE, desembargador Marcos Machado, afirmou que esse é o principal desafio da Justiça Eleitoral neste ano eleitoral.
“Um desafio chama-se facções criminosas. Financiamentos que começaram já nas eleições passadas de organizações para terem representantes em Câmaras Municipais, na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional”, disse Machado.
“Primeiro, identificar quem são os candidatos que estão sendo apoiados por esses grupos, que não são um só, em todo Mato Grosso. Fazer uma atuação permanente de investigação. E isso já está acontecendo e, no momento certo, preterir candidaturas que vão influenciar resultados eleitorais. Esse trabalho tem que ser contínuo, célere”, propôs o corregedor eleitoral.
Já a presidente do TRE, desembargadora Serly Marcondes Alves, diz que um dos objetivos é identificar o financiamento das facções às candidaturas.
“Este é um ato decisivo para o fortalecimento da democracia e a lisura do processo eleitoral. O objetivo central do acordo é a produção de conhecimento estratégico para identificar e monitorar o eventual envolvimento, direto ou indireto, de candidatos a cargos eletivos com atividades criminosas, bem como o financiamento de campanhas por essas organizações”, afirmou Serly.
A finalidade, segundo o extrato do acordo, é produzir "conhecimento estratégico" para identificar quem está sendo financiado pelo crime ou atua em favor de organizações criminosas.
"O objetivo é salvaguardar a lisura, a transparência e a segurança institucional do processo eleitoral", diz trecho do documento.
A força-tarefa terá vigência inicial de dois anos, podendo ser prorrogada, e terá acesso a dados cruzados para evitar que o "narcoestado" se instale no Legislativo e no Executivo de Mato Grosso.
As informações produzidas pela equipe de inteligência da Polícia Civil subsidiarão as decisões dos magistrados eleitorais.

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