Por aumento, servidores do Tribunal de Justiça entram em greve Em 1º de dezembro, o governadoi Mauro Mendes (União) vetou o projeto de reajuste aprovado pela Assembleia
Os servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiram entrar em greve a partir do dia 21 deste mês.
A medida foi tomada após a realização de uma asssembleia-geral extraordinária, na manhã desta quarta-feira (7).
O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues, informou que a paralisação das atividades na instituição será por tempo indeterminado.
Os servidores lutam por um reajuste de 6,8% nos seus salários. Mas, eles reclamam de vários de obstáculos, os quais são registrados desde o ano passado.
No começo de setembro de 2024, o Projeto de Lei nº 1.398/2025, de autoria do Tribunal de Justiça, que trata do aumento, foi aprovado na Assembleia Legislativa.
A votação foi adiado em três ocasião, em razção de pedidos de vista apresentados pelos deputados Beto Dois a Um (PSB), Dr. Eugênio (PSB) e Chico Guarnieri (PRD).
Vale registrar que essas sessões foram marcadas por manifestações de servidores - e até de desembargadores -, que pressionaram os parlamentares pela aprovação do reajuste.
No dia 19 de novembro, o aumento, enfim, foi aprovado no Plenário.
A comemoração dos servidores, no entanto, durou pouco: no dia 1º de dezembro, o governador Mauro Mendes (União) vetou o projeto em sua integralidade..
O chefe do Executivo, como já dissera anteriormente, alegou que o Judiciário não apresentou estudos de impacto financeiro consolidados nem indicação de fonte de custeio permanente para sustentar o reajuste.
Mauro Mendes também disse que o reajuste provocaria um acréscimo estimado de R$ 1,6 bilhão por ano na folha de pagamento do Estado, abrindo precedentes para que outras categorias pleiteassem reajustes, gerando efeito cascata e impacto nas contas públicas.
Era, no caso, o que ele mesmo classificou como "efeito cascata".
De volta ao Legislatoivo, no dia 3 de dezembro, o veto do governador foi mantido pelos deputados.
O sindicato lembrou que, além do aumento de salários, os servidores do Judiciário reivindicam a instituição do Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração (SDCR) para todos os servidores ativos, de todas as classes e níveis

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