Prefeito de Poconé é denunciado por distribuição de combustível para motociata Segundo a denúncia, diversas motos foram abastecidas no dia 20 de setembro de 2024, sob a coordenação de Wellington Paulo de Moraes, apontado como apoiador da campanha do então candidato Dr. Jonas.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciou no dia 20 de janeiro de 2026, o prefeito de Poconé (MT), Jonas Eduardo de Queiroz Moraes, o Dr. Jonas (Podemos), por suposta distribuição de gasolina para uma motociata realizada durante a campanha eleitoral de 2024.
Prefeito de Poconé é denunciado por suposta distribuição de gasolina para motociata nas eleições. Foto: Redes SociaisSegundo a denúncia, diversas motos foram abastecidas no Posto Figueira, no bairro João Godofredo, no dia 20 de setembro de 2024. A ação teria ocorrido sob a coordenação de Wellington Paulo de Moraes, apontado como apoiador da campanha do então candidato Dr. Jonas. Ainda conforme o MPE, o valor de R$ 1 mil foi pago ao posto pelo abastecimento das motos.
Conforme a denuncia, parte dessas despesas não constou na prestação de contas do então candidato a prefeito, o que caracterizaria falsidade ideológica eleitoral.
O Ministério Público sustenta que diversos veículos foram abastecidos e deixaram o local sem efetuar pagamento, o que indicaria que o combustível teria sido oferecido como incentivo para participação no ato político.
“[…] restou evidenciado que Wellington Paulo de Moraes e Jonas Eduardo de Queiroz atuaram de forma
conjunta para a prática do crime previsto no art. 350, do Código Eleitoral, na medida em que ambos tinham conhecimento que o financiamento da campanha não estava sendo realizado dentro dos padrões exigidos pela Justiça Eleitoral”, diz trecho do documento.
O prefeito Dr. Jonas foi eleito com 9.507 votos, segundo apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O que diz a defesa?
Procurada pela reportagem do Primeira Página, a defesa do prefeito Dr. Jonas informou que ele não foi o responsável e que não tinha conhecimento do gasto pelo eleitor, que, segundo a própria denuncia, não tinha vínculo com o então candidato que era apenas apoiador.
“A denúncia deixa de observar, ainda, regras eleitorais básicas que permitem a qualquer cidadão fazer esse tipo de gastos, nesse valor, sem ter que dar qualquer satisfação aos partidos, aos candidatos e à própria Justiça Eleitoral, como forma de livre manifestação e expressão no debate eleitoral”, rebateu a defesa.
Leia a nota da defesa na íntegra:
Durante as investigações ficou provado que o Prefeito Jonas não foi o responsável e não tinha conhecimento do gasto de meros R$ 1.000,00 (hum mil reais) por um eleitor e simpatizante de um de seus candidatos a vereador no dia de um ato de campanha da chapa majoritária. A referida pessoa, também denunciada, participou da motociata em apoio à candidatura de um Vereador de quem é enteado, nada tendo com a candidatura a prefeito de Jonas.
A denúncia deixa de observar, ainda, regras eleitorais básicas que permitem a qualquer cidadão fazer esse tipo de gastos, nesse valor, sem ter que dar qualquer satisfação aos partidos, aos candidatos e à própria Justiça Eleitoral, como forma de livre manifestação e expressão no debate eleitoral.
Acreditamos, portanto, na rejeição da denúncia e no arquivamento desse processo como medida de prudência e de respeito ao soberano resultado das urnas.
Rodrigo Cyrineu, 01/02/2026

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