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Quinta - 21 de Maio de 2026 às 06:47
Por: Marcos Lemos/Diário de Cuiabá

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Wellington Fagundes lidera e Otaviano Pivetta já aparece em segundo lugar
Wellington Fagundes lidera e Otaviano Pivetta já aparece em segundo lugar

A nova pesquisa MT Dados sobre a disputa pelo Governo de Mato Grosso movimentou os bastidores políticos do Estado ao indicar um cenário eleitoral ainda indefinido. E, pela primeira vez desde a redemocratização, com chances concretas de segundo turno na eleição para governador.

O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 17 de maio em 45 municípios mato-grossenses, ouvindo presencialmente 1.500 eleitores.

As cidades pesquisadas representam cerca de 77% do eleitorado estadual.


A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O principal dado observado por analistas políticos é a dificuldade de qualquer candidato atingir os 50% mais um dos votos válidos necessários para vencer ainda no primeiro turno.

Desde a Constituição de 1988, Mato Grosso jamais realizou segundo turno para o Governo do Estado.

Até hoje, todas as eleições estaduais foram decididas logo na primeira etapa da disputa.

A pesquisa mostra o senador Wellington Fagundes (PL) na liderança das intenções de voto, seguido pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e pelo senador Jayme Campos (União Brasil).

A médica Natasha Slhessarenko (PSD) aparece em um segundo bloco, ainda distante dos principais concorrentes.

No principal cenário estimulado de primeiro turno, Wellington aparece com 27% das intenções de voto. Pivetta soma 20%, enquanto Jayme Campos registra 14%. Natasha aparece com 7%.

Apesar da liderança de Wellington, a margem de erro coloca o senador tecnicamente empatado com Otaviano Pivetta.

O mesmo ocorre entre Pivetta e Jayme Campos, demonstrando que o quadro permanece aberto e sujeito a mudanças nos próximos meses.

Outro fator considerado decisivo é o elevado número de indecisos.

Nesse cenário principal, 25% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou disseram estar indecisos. Outros 7% declararam intenção de votar branco ou nulo.

Na pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor — Wellington Fagundes aparece com 10%, enquanto Otaviano Pivetta e Jayme Campos registram 7% cada. Natasha Slhessarenko soma 3%.

Entretanto, o dado mais expressivo da espontânea é o percentual de indefinição: 61% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam. Outros 10% declararam intenção de votar branco ou nulo.

Para analistas políticos, os números mostram que a campanha eleitoral propriamente dita ainda não começou e que os próximos 133 dias serão decisivos para consolidação ou mudança dos cenários.

Nos bastidores, lideranças políticas já avaliam que o momento de recuos e fusões de candidaturas pode ter ficado para trás.

“A fase de recuar e compor já passou”, afirmou um experiente ex-parlamentar ouvido pelo DIÁRIO.

O levantamento também mediu o chamado potencial de voto, indicador que avalia a disposição do eleitor em votar ou rejeitar determinado candidato.

Wellington Fagundes possui 21% de certeza de voto e 23% de eleitores que afirmam que poderiam votar nele. Outros 13% dizem que não votariam no senador “de jeito nenhum”.

Mesmo liderando, Wellington ainda apresenta desafios importantes.

O senador possui 17% de entrevistados que afirmam não conhecê-lo e 27% que disseram não saber avaliar sua candidatura.

O levantamento foi realizado antes da divulgação das denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, tema que passou a repercutir nacionalmente nos últimos dias.

Ainda não há avaliação sobre eventual impacto desse episódio nas candidaturas bolsonaristas em Mato Grosso.

Otaviano Pivetta, atual governador, aparece com 11% de certeza de voto e 20% de eleitores que afirmam que poderiam apoiá-lo.

Por outro lado, 10% disseram que não votariam nele de maneira alguma.

O dado que mais chama atenção no caso de Pivetta é o desconhecimento.

Mesmo ocupando o comando do Governo do Estado e tendo forte exposição institucional nos últimos anos, 27% dos entrevistados disseram não conhecê-lo, enquanto 32% responderam que ainda não sabem avaliar sua candidatura.

Jayme Campos aparece com 8% de certeza de voto e 16% de eleitores que afirmam que poderiam votar nele.

O senador também enfrenta dificuldades internas dentro do União Brasil, partido dividido entre apoiar sua candidatura própria ou manter alinhamento com o grupo político de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta.

Natasha Slhessarenko, estreante em disputas eleitorais, registra 3% de certeza de voto e 9% de potencial eleitoral.

O percentual de desconhecimento ainda é elevado: 41% afirmam não conhecê-la.

A pesquisa também realizou seis cenários de segundo turno.

Em todos eles, Wellington Fagundes aparece em posição favorável, impulsionado principalmente pelo eleitorado ligado ao bolsonarismo em Mato Grosso.

Apesar disso, especialistas avaliam que o cenário segue extremamente aberto e sujeito às mudanças naturais do processo eleitoral, principalmente diante do elevado índice de indecisos e da intensidade das articulações políticas que devem ocorrer até outubro





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