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Educação/Vestibular
Sexta - 30 de Abril de 2010 às 15:17

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Buscando, mais uma vez, dar continuidade às negociações com a prefeitura municipal de Cláudia, a 608 km de Cuiabá, os trabalhadores da educação entregaram, na manhã de hoje (30), um ofício à primeira-dama, Rose Giachini. O documento reafirma as reivindicações da categoria, em greve há 45 dias e acampados há cerca de 30.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira esteve no município. Segundo ele, o prefeito, Vilmar Giachini, está interpretando a Lei 11.738/08 de forma equivocada. “A principal luta dos profissionais da educação de Cláudia é o piso de R$ 1.132,00, um valor de 2009 ainda, que já deveria ser reajustado em janeiro deste ano e, até o momento, nem sequer é praticado”.

Outro impasse é o posicionamento do gestor de que a lei estabelece a jornada de 40 horas semanais. “O que a legislação diz é que a jornada não pode ultrapassar 40 horas, mas esse enquadramento é determinado pela negociação entre prefeituras e a categoria”, complementou o sindicalista. No caso de Cláudia, de acordo com ele, o diálogo entre Poder Público e profissionais do ensino teve como acordo a jornada de 30 horas.

Ainda sem posicionamento da prefeitura, os trabalhadores continuam em greve. “Por tempo indeterminado”, frisou Gilmar Soares. O presidente da subsede do Sintep, Edson Sauthier, lembrou as pressões sofridas pelos manifestantes. “Querem nos intimidar, mas a cada dia nosso movimento fica mais forte ainda”, assegurou. Dentre as atitudes denunciadas, está a divulgação de Vilmar Giachini, por meio da imprensa local, que os profissionais estariam recebendo multa diária de R$ 5 mil. "A greve não foi considerada ilegal e fizemos uma denúncia na Promotoria Pública contra essas declarações", disse.

Pauta - Além do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), a categoria reivindica respeito ao plano de carreiras dos profissionais da rede municipal; pagamento das dívidas históricas para com a educação, principalmente relacionadas ao antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) dos anos de 2004, 2003, 2002 e 2001. "Todas essas questões interferem diretamente na qualidade de ensino, e o prefeito sequer negociou conosco este ano", ressaltou Sauthier. 






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