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Saúde
Sábado - 04 de Abril de 2009 às 11:04

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Um estudo feito por pesquisadores canadenses diz ter descoberto o local onde a tão buscada inteligência reside no cérebro das pessoas. Segundo os cientistas do Instituto Neurológico de Montreal, a faculdade do saber está diretamente ligada à espessura do córtex cerebral, também conhecido como massa cinzenta - região que desempenha funções fundamentais como memória, pensamento, linguagem e consciência. As informações são do site Live Science.

O instituto canadense chegou a esta conclusão depois de fazer um mapeamento digitalizado dos cérebros de 216 meninos e meninas saudáveis, com idades entre 6 e 18 anos, oriundos de diversos grupos étnicos e socioeconômicos. Além do rastreamento, as crianças também foram submetidas a testes de analogia, vocabulário, raciocínio e de habilidades visuais.

As análises sobre o córtex cerebral surpreenderam os especialistas do Instituto Neurológico. Para o neurocientista e psiquiatra Sheriff Karama, "foi difícil entender como algo tão complexo como a inteligência fica restrita a pequenos espaços do cérebro".

De acordo com Karama, se olharmos para a média de espessura do córtex nas crianças pesquisadas, as diferenças entre o menor e o maior QI foi de meio milímetro. O pesquisador explicou que os resultados não significam que a espessura do córtex (ou a inteligência) se baseiem unicamente na genética. "O ambiente também desempenha um papel", afirmou ele ao Live Science.

Depois de perceber que os genes afetam o tamanho do córtex, os especialistas avaliaram que futuramente a descoberta pode ter efeitos positivos em tratamentos de transtornos mentais, como Alzheimer, depressão e esquizofrenia. "Você pode ajudar a tratar um grande número de declínios cognitivos", ressaltou Karama. Os resultados do estudo foram publicados na última edição da revista médica Intelligence.

Desde a última década, cientistas do mundo inteiro têm tentado decifrar a localização exata da inteligência na cabeça do ser humano. Um estudo realizado no ano 2000 por britânicos e alemães defendeu que o intelecto depende exclusivamente dos lobos frontais do cérebro. Em anos seguintes, pesquisadores disseram ter encontrado indícios de que a sabedoria tem a base formada em outras regiões que não o córtex ou os lobos frontais. No entanto, estes experimentos foram contestados pela comunidade científica porque analisou um número relativamente baixo de crianças em testes.





Fonte: Redação Terra

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