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Saúde
Terça - 10 de Março de 2009 às 08:44

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Em oito anos, o número de cirurgias para redução de estômago realizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) aumentou 542% no Brasil, saltando de 497 cirurgias para 3.195 por ano. Nas mulheres, o número de procedimentos foi quase cinco vezes maior: em 2008, foram realizadas 2.639 operações nelas contra 556 em homens.

Segundo o cirurgião bariátrico Marcos Leão Vilas-Boas, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, as cirurgias são feitas com mais frequência em mulheres porque, proporcionalmente, elas estão mais gordas (a obesidade atinge cerca de 14% de mulheres contra 9% de homens) e também porque elas procuram mais tratamento.

"As mulheres chegam ao médico antes, pois parecem ter outras motivações, como preocupação com a aparência. Os homens só procuram o médico em último caso, quando já estão com outras doenças associadas", diz.

Com relação à "explosão" nas cirurgias pelo SUS, Vilas-Boas acha que a quantidade está muito aquém da necessidade, pois estima-se que o Brasil tenha 3% de obesos mórbidos com indicação cirúrgica, o que soma quase 4 milhões de pessoas.

"O Brasil realiza, em média, 30 mil cirurgias de estômago por ano. Os números do Ministério da Saúde mostram que o SUS representa 10% desse universo. Isso é muito pouco, já que a maior parte das pessoas não tem plano de saúde", diz.

Alberto Beltrame, secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, diz que o objetivo do ministério é focar na prevenção da obesidade, por meio de incentivos à prática de exercícios físicos e à alimentação saudável.

"Nem todos os obesos precisam de cirurgia imediatamente. Por isso, tentamos esgotar todas as alternativas de emagrecimento durante dois anos para, depois, indicarmos a cirurgia, que é um procedimento irreversível."





Fonte: Folha de S.Paulo

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