Publicidade
Repórter News - www.reporternews.com.br
Saúde
Quarta - 22 de Agosto de 2007 às 09:38

    Imprimir


Dentro de um ano e meio, o Brasil deve testar a sua primeira vacina contra a aids em humanos saudáveis. A expectativa é do cientista Edécio Cunha Neto que, desde 2001, coordena uma equipe de 15 pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Juntos, eles trabalham na produção de uma vacina feita a partir de fragmentos do vírus HIV reconhecidos pelo sistema de defesa de pacientes infectados. O método foi patenteado no Brasil e, segundo Cunha Neto, os testes da vacina em camundongos obtiveram resultados positivos.

"Começamos por pedaços do vírus que o sistema de defesa de mais de 90% das pessoas infectadas já reconhece. Isso nos garantiria que, se fizéssemos a vacina com esses fragmentos e a injetássemos em pessoas antes de serem infectadas, um número muito grande delas iria ter uma resposta de defesa contra essa vacina e, em conseqüência, contra o vírus", afirma Cunha Neto.

Até o momento, 200 vacinas foram desenvolvidas no mundo, mas nenhuma das testadas em humanos foi capaz de garantir proteção contra o vírus da aids, doença que já causou mais de 20 milhões de mortes e hoje afeta cerca de 40 milhões de pessoas no planeta - 500 mil delas no Brasil.

Segundo Cunha Neto, ainda será preciso cerca de 10 anos para que a eficácia da vacina possa ser comprovada e o medicamento, oferecido à população. Antes de ser testada em humanos, a vacina precisa ser autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por conselhos de ética em pesquisa.

A pesquisa para a criação da primeira vacina brasileira contra o vírus HIV é um dos temas abordados no 13º Congresso Internacional de Imunologia, que vai até sábado, no Riocentro, na zona oeste do Rio.





Fonte: Terra

Comentários

Deixe seu Comentário

URL Fonte: https://www.reporternews.com.br/noticia/210482/visualizar/