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Educação/Vestibular
Terça - 03 de Abril de 2007 às 02:34
Por: Talita Ormond

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Profissionais da Educação de Mato Grosso e do país vão parar as atividades no dia 25 deste mês para reivindicar aumento do piso salarial. A mobilização será em Brasília. A intenção é garantir o um piso salarial de R$ 1,050 mil aos profissionais com magistério, que hoje recebem R$ 723, e de R$ 1,575 mil para licenciatura plena, que está em R$ 1,084 mil, por 30 horas trabalhadas.

Em Cuiabá, o ato público acontece na Praça Alencastro, a partir das 14 horas. No interior, a orientação é para que todos os profissionais se envolvam em eventos, audiências públicas, panfletagens e marchas para concentração da causa trabalhista. Cerca de 40 pessoas partirão de Cuiabá para a capital federal.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira, garante que os estudantes não serão prejudicados com a paralisação de um dia. A substituição dos professores que se deslocam a Brasília já está garantida.

A paralisação compõe a programação da Semana Nacional da Educação, cujo tema este ano é "Pague o piso ou Pague o preço" e que será realizada entre os dias 23 e 27 de abril.

O anúncio foi feito na tarde de ontem, durante mobilização promovida pela subsede do Sintep de Cuiabá, ocorrida na Secretaria Municipal de Educação. No encontro, cerca de 200 servidores e gestores do município reivindicaram cumprimento da legislação vigente.

Os trabalhadores denunciaram que os pagamentos referentes à licença-prêmio, férias proporcionais, repasse da verba bimestral das merendas das creches e férias proporcionais, assim como enquadramento da elevação de nível e classe dos profissionais, não estão sendo cumpridos.

A presidente da subsede, Helena Maria Bortolo, revela que há 800 processos indeferidos na Procuradoria Geral do Município (PGM) referentes à elevação de nível.

Os motivos seriam interpretações diferentes da lei orgânica que rege os profissionais do ensino e atualmente estão parados na Secretaria Municipal de Planejamento.

A subsede tem ainda contabilização errada do pagamento das férias proporcionais. O congelamento do nível, segundo Helena Bortolo, tem causado prejuízo aos profissionais entre R$ 200 e R$ 250.

As secretárias das escolas públicas também reivindicam pagamento de encargos referentes às 10 horas excedentes de trabalhos realizados semanalmente.




Fonte: A Gazeta

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