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Educação/Vestibular
Quarta - 29 de Novembro de 2006 às 17:03

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A democratização das políticas educacionais foi tema de discussão, nesta terça-feira (28.11), durante “Iº Seminário Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental de 9 anos”, realizado na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). O evento, que é organizado pela União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), contou com a presença de Secretários Municipais de Educação, professores, gestores e prefeitos de todo o Estado.

Quatro temáticas fundamentais foram levadas para indagação: Currículo e Desenvolvimento Humano; Os Educandos, seus Direitos e o Currículo; Currículo, Conhecimento e Cultura; e Currículo e Avaliação.

Na ocasião, a secretária adjunta de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Marta Maria Pontin Darsie, abordou os temas “Currículo e Desenvolvimento Humano” e “Currículo e Avaliação”. Ela destacou que a proposta do seminário é apresentar à sociedade um novo modelo de currículo com pontos positivos para a educação de Mato Grosso.

Conforme defendeu Marta, a Psicologia, a Antropologia e a Lingüística devem ser referência para a construção das bases curriculares. “A ciência deve ser estudada na escola, pois ninguém aprende a Matemática, a Física ou a Química sem ter alguma pessoa para aplicar esses ensinamentos”, destaca.

A escola e o currículo, segundo ela, não podem ser mais os mesmos de 50 anos atrás. Os conceitos científicos fazem parte do conhecimento humano, no entanto, é preciso universalizar o conhecimento a partir da experiência de cada um. “Pensar em um currículo é pensar na sua reorganização. O jeito de aprender é diferenciado em cada um de nós, pois temos tempos diferentes. Portanto um único jeito de ensinar não vai dar certo, é preciso construir espaços diferentes de aprender”, salienta.

Diversidade

Também na oportunidade, o superintendente adjunto de Ensino e Currículo da Seduc, Suelme Evangelista, proferiu uma palestra sobre “Currículo, Conhecimento e Cultura”. Para ele, o modelo de educação não deve ser trabalhado apenas com hegemonia e sim com a diversidade. “Os educadores precisam se conscientizar de que eles precisam ter uma posição política nas escolas, onde possam defender um espaço de igualdades”, disse.

“É importante que a escola des-naturalize a visão de currículo. O modelo de campanha na educação tem que ser trabalhado da dimensão cultural”, defendeu Suelme, acrescentando que a escola é formadora da construção das identidades dos alunos. “Os ensinamentos feitos nessa unidade escolar devem ser voltados para a realidade da criança, respeitando as diferenças culturais, religiosas e sociais”.

O presidente da Undime, Sirineu Molita, enfatizou que nesse modelo de currículo, os alunos e a comunidade devem opinar sobre a construção da educação. “A partir desse ano começamos uma discussão sobre a educação com quebra de paradigmas. Para revolucionar a história da educação desse Estado, a criança vai passar a ser o sujeito da escola e não mais um mero objeto”, disse Sirineu.

Para concluir seu discurso a secretária adjunta ressaltou que o currículo precisa urgentemente ser reinterpretado para que o aluno possa participar do processo de avaliações da escola, do professor e do currículo. “Nós professores gostamos de avaliar, mas não gostamos de ser avaliados, pois entendemos que vamos ser criticados e, críticas muitas vezes são sinônimos de erros”, observou Marta.

“A cultura de que a avaliação só serve para aprovar e reprovar precisa ser mudada, nós precisamos mudar nossas práticas para fazer justiça social com as classes mais baixas”, acrescentou.

Também fizeram parte da mesa redonda as Secretárias Municipais de Educação de Lucas do Rio Verde, Solimária Lígia Moura e de Barra do Garças, Fátima Aparecida da Silva Rezende.





Fonte: Da Assessoria

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