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Educação/Vestibular
Sexta - 15 de Setembro de 2006 às 13:43
Por: Rosane Brandão

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“A educação do campo precisa ser trabalhada de uma forma que valorize o espaço rural. O que está sendo aplicado aqui é o princípio dessa valorização”, disse o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Antônio Carlos Machado da Rosa, no segundo dia (14.09) da “1ª Formação dos Educadores do Campo de Mato Grosso”, que acontece no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

A qualificação, que é ofertada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) a professores que lecionam nas escolas estaduais da zona rural de Mato Grosso, tem como principal objetivo consolidar a Política Pública para a Educação do Campo no Estado.

Antônio Carlos ressalta que o modelo tecnológico agrícola e educacional precisa ser modificado considerando a questão ambiental. “O Estado e a sociedade devem estar cientes que a Educação não serve apenas para apreender a ler e a escrever mas, também para sensibilizar e conscientizar sobre questões do dia-a-dia, como o meio ambiente”,

No segundo dia de evento, os educadores participaram, além das palestras, de oficinas pedagógicas. A agricultura alternativa, os empreendimentos cooperativos/solidários e a horticultura orgânica foi um dos pontos destacados. “Eles receberam orientações de como proceder na construção de uma horta sem utilizar pesticidas e inseticidas, priorizando o equilíbrio vivo do solo”, explicou o engenheiro agrônomo e Mestre em agro-ecossistema, Guilherme Gomes.

D acordo com o coordenador da Educação do Campo da Seduc, Jair Reck, a escola do campo tem que ser repensada e reorganizada para atender as condições locais. “O calendário escolar e o material pedagógico deve ser construído de acordo com sua realidade. Também é preciso levar em consideração os tempos de chuva, plantação e colheita, para que esses alunos não sejam prejudicados”.

Jair explica que há apenas oito meses a Seduc implantou a gerência de Educação do Campo e já realizou passos significativos para a área. “Estamos estruturando os eixos que servirão de base para a construção de uma educação de qualidade para o campo”, falou.

“A proposta da Seduc é uma política, onde o homem, o meio ambiente e toda a comunidade do campo sejam respeitados. São bases para uma sociedade onde a educação esteja em primeiro lugar”, concluiu Jair.

Participam do curso 210 pessoas de 55 municípios do Estado, entre professores das 77 escolas estaduais situadas na zona rural do Estado e representantes de movimentos sociais e instituições ligadas às questões do campo.

“A realização dessa formação é uma valorização ao professor do campo, onde podemos tirar todas as dúvidas em como agir em determinadas situações”, comentou a professora da Escola Estadual “José Cassemiro de Pinho”, localizada no município de Nossa Senhora do Livramento, Miguelina Cristina Santos.





Fonte: Da Assessoria

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