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Educação/Vestibular
Segunda - 19 de Junho de 2006 às 08:47

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Em seus 73 anos de vida, o índio umutina Joaquim Cupodonepá jamais imaginou que teria a oportunidade de acompanhar uma festa como a do último dia 7 de junho, em Cuiabá.

Sua emoção, mais do que o fato de ter uma filha entre os índios formandos, era a de ver sua etnia ganhar fôlego e alternativas para o futuro.

“Foi uma surpresa e uma alegria muito grande. Nós lutamos para ter só professores índios aqui, para ensinar nossas crianças aqui mesmo na aldeia. Antes, vinham os brancos, para passar pouco tempo e ir embora”, relata. “Agora esperamos que as crianças voltem a cultivar nossa cultura”.

Embora satisfeito com o que viu em Cuiabá, ele acha que Barra do Bugres deveria ter abrigado a colação de grau. “Se tivessem feito aqui mesmo a festa, todo mundo da cidade teria ido. Foi bom e bonito lá em Cuiabá, mas aqui teria sido mais”.

CACIQUE – A cacique da etnia, Creuza Soripa, também destacou a emoção que sentiu ao ver os nove diplomas que desembarcaram na aldeia. “Eu fiquei emocionada de vê-los se formando depois de tanto estudo e trabalho. Aqui na aldeia, estamos dando muita força e esperamos que eles também contem conosco”.





Fonte: Diário de Cuiabá

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