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Saúde
Quarta - 15 de Março de 2006 às 08:45
Por: Aline Chagas

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As casas de apoio aos pacientes do SUS “O Bom Pastor” e “Transitória Irmã Dulce”, em Cuiabá, passam dificuldades por estarem sem receber o repasse da Secretaria de Estado de Saúde desde dezembro do ano passado. Na casa “O Bom Pastor”, para manter a alimentação dos pacientes, a diretoria optou por não abastecer mais o carro da entidade e a não oferecer mais carne aos pacientes. Já a Casa Transitória Irmã Dulce não tem conseguido quitar as contas de água, luz e telefone.

Um convênio celebrado entre as casas de apoio e a secretaria estipula que as instituições recebam os pacientes de outros municípios que estão em tratamento na capital. Para isso, cada casa recebe diariamente R$ 10 por paciente. A “O Bom Pastor” é a maior da capital, com capacidade para receber cerca de 100 pacientes por dia. A Irmã Dulce atende cerca de 40.

De acordo com os administradores, essas não são as únicas com dificuldades em Cuiabá. “Várias estão sem receber desde novembro. A situação está difícil para todas, porque não há como nos mantermos por tanto tempo sem o repasse”, disse o diretor administrativo da “O Bom Pastor”, Denis Pereira.

Denis comentou que como atende estritamente pacientes do SUS, a diretoria da casa ainda está conseguindo manter a alimentação (sem carne) e a limpeza com dinheiro de doações dos mantenedores da instituição. O salário dos funcionários, segundo Denis, está atrasado.

A administradora da “Casa Transitória Irmã Dulce”, Marilene Souza, conta que mantém alimentação, abastecimento do carro e pagamento de algumas contas com o dinheiro das doações e por conta da confiança que os fornecedores têm na instituição.

No começo da semana, a Casa “O Bom Pastor” comunicou à Central de Regulação, responsável por encaminhar os pacientes às casas de apoio, que não poderá mais abrigar pacientes novos até que receba o repasse. Os administradores contaram que tiveram uma reunião com o secretário de Saúde, Agostinho Moro, que prometeu resolver a situação.

No caso da “O Bom Pastor”, o diretor conta que teve problemas com a prestação de contas, cujo método mudou há alguns meses, mas afirma que está procurando resolver as pendências. A administradora da “Casa Transitória Irmã Dulce” afirma que teve problemas por causa da forma da prestação de contas, mas que já foi resolvido.

A assessoria de imprensa da secretaria informou que cinco casas de apoio tiveram problemas com a prestação de contas, mas que em quatro as pendências foram resolvidas e o repasse, autorizado na última semana. Segundo a assessoria, a “Bom Pastor”, mesmo sem ter prestado contas, também teve o repasse autorizado, com a condição de sanar o problema em um mês. Conforme a assessoria, o dinheiro só não caiu na conta ainda porque o orçamento do Estado estava fechado nos primeiros meses do ano e só agora começou a se liberado aos poucos, mas que pode ocorrer a qualquer momento.





Fonte: Diário de Cuiabá

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