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Educação/Vestibular
Quarta - 07 de Abril de 2004 às 09:19

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A Universidade Popular Comunitária (UPC), projeto da Secretaria Municipal de Educação, inaugura hoje seu quarto campus em Cuiabá. Com 280 alunos matriculados, a UPC Bela Verena, no CPA III, atende a adultos com mais de 25 anos, que terminaram o Ensino Fundamental. A inauguração acontece nesta quarta-feira, às 17h30min, véspera do aniversário dos 285 anos de Cuiabá. O campus está localizado na rua 64, no prédio onde funciona a Obra Kolping, no CPA III, setor IV.

O nome do campus é uma homenagem a uma líder negra que viveu no início do século passado na região de Vila Bela da Santíssima Trindade. Parteira, Bela Verena era uma mulher que se destacava na época.

A UPC é uma entidade da Fundação Educacional de Cuiabá, a FUNEC, que oferece ensino para adultos – desde a alfabetização até o curso superior. O primeiro campus da UPC, o Herbert de Souza – que beneficia nove bairros da região do Osmar Cabral – foi criado em novembro de 2002. Os bairros Jardim Industriário II e Dom Aquino também posuui campus da UPC.

A UPC é uma universidade diferente, idealizada pela Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, não possui professores e sim artisentis. O termo “universidade” refere-se ao seu primeiro significado que é “aquilo que abrange quase por inteiro um campo de conhecimento e aptidões. Essa é a característica principal dessa Universidade: trabalhar de forma integral o conhecimento, sem fragmentá-lo.

Além disso, é um espaço do conhecimento direcionado e com características para aqueles que não tiveram a oportunidade de freqüentar a escola na infância e adolescência.

Para isso, os artisentis e alunos da UPC trabalham em conjunto, partindo do conhecimento e da realidade que eles possuem. “Assim supera-se o paradigma de que os alunos vão a escola para aprender e o professor para ensinar. Nessa concepção todos os envolvidos são, ao mesmo tempo, sujeitos e objetos do conhecimento”, afirma a Rosangela Teixeira, artisentis da UPC Herbert de Souza.

Nessa nova maneira de ver e construir o conhecimento para jovens e adultos trabalham formando mesas de interesses e oficinas, que são espaços onde, a partir de interesses comuns, o ensino e a aprendizagem são estabelecidos.

“Uma cabeleireira por exemplo, ao lidar com os materiais que utiliza no cotidiano do seu trabalho, trabalha com a linguagem, o conhecimento lógico, a arte. É a partir dessa realidade, que são abordados todos os campos do conhecimento”, exemplifica.




Fonte: 24 Horas News

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